Bolsas e taxas reduzidas para o curso de verão “Língua-Cultura-Literatura”

O Centro de Língua, Plurilinguismo e Didática do Assunto na Karl-Franzens-Universidade de Graz está oferecendo novamente o Curso de Verão de Língua-Cultura-Literatura em 2023.
O curso de verão Língua-Cultura-Literatura 2023 é um curso intensivo de alemão destinado principalmente a estudantes e graduados nas áreas de estudos alemães, ensino de alemão e/ou outras filologias, interessados em tópicos de história regional, cultural e literária específicos da Áustria. Os cursos acontecerão em Graz de 9 a 29 de julho de 2023 e são oferecidos nos níveis B2 e C1.
O prazo de inscrição para o curso de verão é 15 de maio de 2023.
O folheto e o formulário de inscrição estão anexados e podem ser baixados clicando aqui. Acesse o site da Universidade de Graz aqui.

Neste ano as candidaturas só podem ser feitas online. Assim, já não é necessário enviar os documentos de candidatura por correio.
Importante! A taxa reduzida só pode ser concedida com uma carta de recomendação de um palestrante da OeAD no local.

Você pode acessar aqui informações sobre outras bolsas da Áustria. E acompanhe os prazos de candidatura no calendário disponível na nossa página inicial.

Nise da Silveira – a cura pelo afeto e pela arte

No Brasil, assim como na Áustria, o tratamento psiquiátrico foi dominado durante muito tempo por métodos cruéis e desumanos. Mas, aqui como lá houve pessoas engajadas que se empenharam na luta contra tais tratamentos e a favor de métodos alternativos.  

Perto de Viena, na cidadezinha de Gugging, existia durante muitas décadas um hospital psiquiátrico que, nos anos 70 do século passado, ganhou notoriedade mundial. Responsável por essa fama foi um dos médicos, Leo Navratil (1921 – 2006), que iniciou na instituição um novo método de tratamento dos pacientes. Em vez de choques elétricos e outros métodos cruéis de “cura”, ele convidou os pacientes a se expressarem artisticamente, seja nas artes plásticas ou na literatura. Aos poucos, foi se mostrando que a atividade artística não apenas foi benéfica para o bem-estar dos pacientes, mas que muitos dos produtos tinham altíssima qualidade artística. Organizaram-se exposições, leituras poéticas e muitos escritores, músicos, intelectuais reconhecidos mundialmente – por exemplo, David Bowie – foram até Gugging para conhecer os artistas pessoalmente. Hoje, o prédio do antigo hospital abriga um museu que mostra as obras mais famosas, exposições de art brut e sobre outros assuntos relacionados com a temática e que, também, oferece oficinas e espaço físico para pessoas com deficiências conviverem e produzirem arte (para mais informações, acesse o site aqui).  

No âmbito do Centro Austríaco, Cristiane Bachmann elaborou um estudo sobre Ernst Herbeck, um dos poetas mais conhecidos e talentosos do grupo dos artistas de Gugging (conira o artigo escrito por Cristiane Bachmann acessando o link aqui). O trabalho conta com várias traduções excelentes dos poemas criativos e únicos de Herbeck. No Centro Austríaco, ainda estão disponíveis outros títulos de e sobre Herbeck, mas também sobre a “casa dos artistas” de Gugging e a arte fascinante que foi produzida por outros artistas da instituição. 

No Brasil, o nome mais importante na luta a favor de tratamentos mais humanos de pacientes psiquiátricos foi Nise da Silveira. No SESC Belenzinho (São Paulo) pode ser vista – só até o dia 26 deste mês de março!!! – uma mostra sobre a vida e obra dessa mulher pioneira, cientista e médica. Inspirada pelas obras de Sigmund Freud e, sobretudo, do suíço Carl Gustav Jung, mas também de psiquiatras brasileiros como Osório César, ela revolucionou a psiquiatria brasileira pelo gesto e pelo método baseado no afeto. Confira aqui algumas imagens da exposição!

Acesse aqui o folder digital da exposição sobre Nise da Silveira!

Magic Wolfi, um gênio a ser (re)conhecido entre nós

Alisson Guilherme Ferreira

Wolfgang Bauer (1941-2005) foi um escritor cujo legado para a literatura austríaca é inestimável, embora pouco reconhecido, talvez. Se vivo ainda, completaria hoje, 18 de março, 82 anos.

Versátil, Bauer enveredou pelos mais variados gêneros. Não obstante, o corpus de sua obra constitui-se majoritariamente de peças teatrais, nas quais ele pôde exercer toda a sua criatividade e aptidão para a criação dramatúrgica.

A despeito de controvérsias e escândalos com relação à sua figura pública e das críticas desfavoráveis, que muitas vezes se aproveitavam dos burburinhos midiáticos para pormenorizar a sua arte, ele foi capaz de construir uma carreira literária/teatral prolífica e respeitável.

Wolfgang Bauer, 1972.

Afinal, assim como os ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura de 2004 e de 2019, Elfriede Jelinek e Peter Handke, Bauer é considerado um dos grandes nomes do teatro austríaco, sendo, inclusive, admirado por estes e por outros literatos dentro e fora da Áustria.

As suas peças são caracterizadas pela estrutura pouco convencional, no que, é provável, seus Mikrodramen [Microdramas] (1962-1963) configuram o ponto deste traço, assim como pelo uso elaborado e refletido da linguagem, a exemplo de Magic afternoon (1968), de onde recebeu a alcunha Magic Wolfi, em que o uso de dialeto é explorado na interação dialógica entre as personagens.

Outra característica importante da obra baueriana é a presença massiva de elementos surrealistas e fantasiosos, os quais surgem já no seu primeiro trabalho, Der Schweinetransport [O transporte de porcos] (1961), escrita muito sob influência do teatro do absurdo de Ionesco.

Aliás, vale mencionar que Bauer foi apontado por Martin Esslin, junto de Thomas Bernhard e Peter Handke, como os únicos expoentes desta corrente na Áustria. E foi ele, Esslin, o responsável por popularizar Bauer em palcos internacionais, ao levar algumas de suas peças para os Estados Unidos.

Também têm especial protagonismo na obra baueriana o cômico e o hiper-realismo, que, de maneira sutil e complexa, trazem à tona as incongruências da sociedade austríaca e dos seres humanos em geral.

Temática, linguística e/ou estilisticamente, Wolfgang Bauer estava sempre em busca de se distanciar do que havia feito a cada novo trabalho, sem perder sua personalidade literária pelo meio do caminho.

E essas são apenas algumas de suas qualidades enquanto dramaturgo, as que mais saltam aos olhos, mas certamente há muito a ser dito sobre Bauer.

Este texto se apresenta não apenas como uma homenagem a este que foi, sem sombra de dúvidas, um virtuose do teatro, mas como um convite para que mais pessoas busquem conhecê-lo, com a consciência de que ao menos por enquanto o acesso à sua obra é bastante limitado no Brasil.

De toda forma, para quem tiver interesse, há uma tradução de Change (1968-1969) disponível em algumas bibliotecas do Instituto Goethe, Ruth Bohunovsky publicou um artigo chamado Os microdramas de Wolfgang Bauer: o riso como liberação e como provocação e no site do Centro Austríaco está disponível um verbete, o qual pode ser acessado clicando aqui, em que é possível conferir algumas informações importantes a respeito dele e de sua obra, bem como trechos de suas peças em tradução para o português.

Aproveitamos a oportunidade para fazer um convite para que todos conheçam também o projeto Teatro e dramaturgia austríacos.

No mais, esperamos trazer novidades dentro em breve sobre novas empreitadas bauerianas em terras tupiniquins.

E viva Bauer! E viva o teatro (austríaco)!

Karl Kraus e “A Literatura demolida”

Poeta, escritor, jornalista e crítico social austríaco, Karl Kraus ficou conhecido pelas críticas à sociedade, à política e, principalmente, à imprensa de sua época. Kraus viveu durante o final do século XIX e início do século XX, sendo uma importante figura no período conhecido como Fin de siècle

Além de ser reconhecido pelo seu estilo literário marcado pela ironia e pelo sarcasmo, Karl Kraus também produziu um trabalho complexo e profundo. Em 1899, fundou a famosa revista satírica chamada “Die Fackel” (A Tocha), com a qual alcançou um público grande e diversificado. Kraus foi o editor da revista até o ano de sua morte, em 1936.  

Die Fackel, volume 1, Karl Kraus, Wikimedia Commons <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Fackel_Kraus_1899_(1)_Cover.jpg&gt; CC0

O escritor foi uma voz importante na crítica social e política da Áustria do início do século XX. Ele acreditava que o país era um “laboratório para o fim do mundo”, sendo a Áustria o lugar onde o pior da natureza humana estava em ação. Ele criticava as ideias nacionalista e militarista, e foi um forte opositor à Primeira Guerra Mundial, já que via a guerra como uma manifestação da loucura coletiva da humanidade. Uma das maiores preocupações de Kraus foi o papel da linguagem e dos meios de comunicação na divulgação de mentiras (hoje falaríamos em fake news) e na perpetuação de problemas sociais e políticos, assunto que discutiu em diversas publicações na revista “Die Feckel” e no ensaio “Die demolirte Literatur” (A Literatura Demolida).  

O ensaio, publicado em 1913, critica a literatura e a imprensa como mecanismos que contribuem para a decadência da cultura austríaca. Kraus argumenta que a imprensa comercializada e a literatura de massa são formas de entretenimento que se preocupam mais com o lucro do que com a qualidade, e que a linguagem usada é muitas vezes vazia e sem sentido. Ele acreditava que a imprensa deveria prestar um serviço público e que os jornalistas deveriam ser responsáveis e éticos em suas reportagens, o que não ocorria. Kraus ainda destacava a falta de objetividade e rigor nas informações distribuídas nos meios de comunicação. 

Portrait Karl Kraus, vintage print, silver bromide, Hermann Schieberth, Mutual Art <https://www.mutualart.com/Artwork/Karl-Kraus/0232234A0264F690&gt; CC0

“A Literatura Demolida” é considerada uma das obras mais importantes de Karl Kraus e um marco na crítica literária e cultural. Com sua linguagem afiada e seu estilo satírico e contundente, Karl Kraus denunciou os graves problemas sociais da época. Expondo aquilo que considerava como hipocrisia social, Kraus produziu um trabalho, que não era muito popular entre seus contemporâneos, mas que influenciou escritores e artistas como Bertolt Brecht, Elias Canetti e Walter Benjamin. A luta de Karl Kraus pela arte e pela literatura em uma sociedade em colapso, deixou seu legado como uma lembrança da importância da arte e da cultura em tempos de mudança e de crise. 

No Brasil, foram publicadas as seguintes obras de Karl Kraus: Aforismos (tradução de Renato Zwick, 2016, Arquipélago Editorial) e Os últimos dias da humanidade (tradução de Mariana Ribeiro de Souza, 2017, Balão Editorial) – disponível no Centro Austríaco.  

O Modernismo de Viena: 10 passeios pela Áustria

Nossa programação de 2023 começa com o curso “O Modernismo de Viena: 10 passeios pela Áustria”, que explora a cultura, as artes e a história deste movimento tão influenciador, que marca a capital da Áustria até hoje.

Este curso se dirige a aprendizes do idioma alemão (a partir do nível A.2.2) que tenham interesse em aprender sobre diferentes ramos artísticos de uma das épocas mais famosas e fascinantes da cultura europeia: o Modernismo Vienense. Com base na aprendizagem estética, o curso despertará a curiosidade através da observação e percepção consciente de formas, cores e tons e sua correlação com o mundo das palavras e conceitos em alemão. Visitaremos, entre outros, obras de Gustav Klimt e Egon Schiele, desenhos de Emilie Flöge, conheceremos a perspectiva psicológica sobre o processo criativo a partir das teorias de Sigmund Freud e sua relação com a literatura de Arthur Schnitzler. Além disso, faremos passeios virtuais pela cidade de Viena, para conhecer os mais importantes monumentos arquitetônicos construídos na época do Modernismo Vienense e, assim, desenvolver não apenas uma intuição para o misterioso e o belo, mas também para a filosofia e o pensamento, e as palavras que se escondem atrás de cada expressão artística.

Público-alvo: estudantes de alemão de A.2.2. até B.2
Total de encontros: 10
Data de início: sábado, 22 de abril, das 10h00 às 12h00 via Zoom
Data de término: sábado, 28 de outubro, das 10h às 12h via Zoom

Para acessar a programação completa clique aqui.

E para fazer sua inscrição, preencha o formulário disponível aqui.

O curso é gratuito e as inscrições ficarão abertas até 20 de abril.

Wien um 1900 – o Modernismo Vienense e suas muitas facetas

“O Modernismo Vienense é como uma música complexa, cheia de dissonâncias, mas que no final resulta em uma harmonia inesperada e surpreendente.” – Arthur Schnitzler, escritor austríaco, sobre as características do movimento modernista em Viena. 

Arthur Schnitzler, Gustav Klimt, Egon Schiele, Sigmund Freud, Arnold Schönberg – você certamente já ouviu falar de alguém desse grupo de artistas e intelectuais. São apenas alguns dos nomes mais famosos geralmente associados com a era que chamamos de Modernismo Vienense, Fin-de-Siècle ou Wien um 1900. Já nas últimas décadas do século XIX, Viena foi um centro cultural vibrante e progressista que reuniu uma série de artistas inovadores que buscavam romper com as tradições estéticas, morais e formais do passado. 

Um dos aspectos mais marcantes do Modernismo Vienense foi a sua busca por novas formas de expressão. Os artistas desse movimento buscavam romper com as convenções do passado e criar algo completamente novo. Isso se refletiu em diferentes áreas da arte, como a pintura, a escultura e a música. Na pintura, por exemplo, Gustav Klimt e Egon Schiele criaram obras que misturavam elementos tradicionais com novas formas de representação, resultando em um estilo único e inovador.  

O Modernismo Vienense foi marcado por ricas colaborações e diálogos inspiradores. Por exemplo, entre ciência e arte. “Das Zeitalter der Erkenntnis” (ou “The Age of Insight”, em inglês) é um livro escrito pelo neurocientista Eric Kandel, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina em 2000, e mostra como a ciência e a arte se influenciaram mutuamente nessa época, com os artistas buscando inspiração na neurociência para criar novas formas de expressão e os cientistas se interessando pela arte como forma de explorar a mente humana. Kandel analisa, por exemplo, obras de artistas como Gustav Klimt, Egon Schiele e Oskar Kokoschka, bem como os trabalhos de Sigmund Freud e Ernst Mach, para mostrar como as ideias desses indivíduos contribuíram para a compreensão da mente e do cérebro humano. Ao longo de “Das Zeitalter der Erkenntnis”, Kandel nos leva em uma jornada fascinante pelo mundo da arte e da ciência em Viena durante o Modernismo, mostrando como esses dois campos se interligam e se complementam para expandir o nosso conhecimento sobre a mente humana e a criatividade.  

Ao longo deste ano, vamos também fazer uma jornada por essa época tão interessante e influenciadora, que marca a capital da Áustria até hoje. Vamos visitar a grande exposição “Viena 1900” no Museu Leopold em Viena, vamos conhecer grandes obras artísticas e arquitetônicas dessa época e aprender juntos sobre essa era tão fascinante. O Centro Austríaco oferecerá cursos, eventos, palestras, posts e artigos com esse foco temático ao longo deste ano – acompanhe pelo Instagram (@centroaustraco) ou pelo site centroaustriaco.com.  

Grupo de leitura de dramaturgia

Convidamos a todos para participar do nosso grupo de estudo e leitura de peças dramáticas!

Através da leitura de peças dramáticas de diversos autores em traduções brasileiras, e para quem tiver interesse, nas línguas originais (inglês, francês e alemão), o grupo pretende contextualizar e debater textos dramatúrgicos e refletir sobre questões da tradução teatral. A leitura em outras línguas não é obrigatória, pois a leitura em conjunto será em português.

Os encontros serão semanais e presenciais, com duração de 90 minutos, nas sextas-feiras. A leitura prévia dos textos não é obrigatória. 

Pré-requisito para participar: não há.

Público-alvo: alunos e interessados em teatro, dramaturgia e tradução.

Peças: a definir.

Interessados deverão preencher o formulário disponível aqui.

Gravações do II Simpósio de Tradução Teatral: o tradutor de teatro em questão: agência criativa, política e artística

Nos dias 6 e 7 deste mês aconteceu na UFPR o II Simpósio de Tradução Teatral, organizada por Ruth Bohunovsky (UFPR) e Alinne Balduíno Fernandes (UFSC). Assim como no I Simpósio, que aconteceu em 2021 de modo virtual na UFSC, um grupo de estudiosos das áreas de tradução, teatro, literatura e letras estrangeiras discutiu sobre diversas formas de atuação de tradutores e tradutoras que colaboram para que peças dramáticas escritas numa determinada língua possam circular também em outros contextos linguísticos e culturais. Longe de ser uma atividade apenas textual, tradutoras e tradutores, muitas vezes, ocupam – ao lado e em colaboração com os encenadores, os atores e atrizes e outros agentes profissionais do teatro – um papel criativo, político e/ou artístico central na passagem de um texto escrito para o palco. Além disso, ao traduzir e publicar textos teatrais, são fundamentais para que interessados possam ter contato e acesso a textos dramáticos escritos em outras línguas. Nos últimos anos, algumas editoras brasileiras (por exemplo as editoras UFPR, Temporal, Cobogó) têm dado atenção especial à publicação de dramas e, com isso, contribuído para uma divulgação desses textos além dos palcos.  

Para quem quiser saber mais sobre o simpósio, acesse o link para a gravação do evento aqui.

Programação do II Simpósio de Tradução Teatral: “O tradutor de teatro em questão: agência criativa, política e artística”

Confira a programação completa do evento que acontecerá na UFPR nos dias 6 e 7 de fevereiro.

Traduzir não é uma atividade neutra. A tradução nunca é “fiel” ao texto de partida, mas sempre à leitura que o tradutor ou a tradutora faz de algum texto “original”. E essa leitura depende fortemente do contexto histórico, político, ideológico em que se insere a pessoa incumbida com um projeto tradutório. Como bem lembra o estudioso e crítico de teatro Mark Fortier, “ignorar a posição de onde alguém fala tornou-se algo ingênuo” (2002, p. 13, tradução nossa). Partindo dessa premissa, o II Simpósio de Tradução Teatral pretende refletir, discutir e repensar os possíveis papéis de tradutores de teatro na cadeia interpretativa do mundo teatral. Como tradutores de teatro posicionam-se ou como são posicionados, no âmbito de seu trabalho e/ou na encenação de uma peça traduzida? Que tipos de envolvimento tradutores de teatro têm, em seu contexto, com o grupo teatral? Há remuneração pela tradução? Traduz-se por afinidade com o assunto, texto de partida ou dramaturgo ou dramaturga? Traduz-se para sobreviver? Como passatempo? Como forma de militância política? Para fins acadêmicos ou comerciais? Sob pressão de tempo ou até sob algum tipo de censura? Sozinho ou em formato colaborativo? E, afinal, como esses fatores influenciam o processo e o produto da tradução? Neste simpósio, reunimos apresentações que refletem sobre as condições, liberdades e restrições envolvidas na tradução de teatro para além das questões que se referem aos níveis micro e macrotextual. O evento com apresentações e duas oficinas de viés mais prático dará continuidade às conversas realizadas no âmbito do I Simpósio de Tradução Teatral, que ocorreu em 2020 na UFSC de forma virtual, sob o título “A tradução teatral em questão: a diversidade na teoria, nos métodos e na prática”.  

Para acessar a programação completa clique aqui.

E para participar como ouvinte faça sua inscrição aqui.

Frohe Weihnachten und einen Guten Rutsch!

Antes de nos despedir com um “Feliz Natal!”, descansar um pouco, passar para o próximo ano com muita esperança para um 2023 cheio de saúde, alegria e otimismo renovado, aproveitamos para já deixar um gostinho dos novos projetos que estamos preparando para o próximo ano: o Centro Austríaco vai dar continuidade aos eventos informativos sobre possibilidades de estudos e de bolsas na Áustria, às publicações de material didático que pode ser usado gratuitamente em sala de aula para ensinar aspectos linguísticos e culturais da Áustria e às publicações de verbetes sobre famosos escritores e dramaturgos austríacos (que já incluem passagens de suas obras traduzidas, para conhecer não apenas as biografias, mas também os textos dos artistas em foco). Vamos continuar também com as postagens de informações sobre eventos, publicações e outras curiosidades que possam interessar todos e todas que gostam do idioma alemão, da cultura austríaca e de leituras de novos textos literários e dramatúrgicos!

Após um ano cheio de eventos sobre as peculiaridades da variação linguística do alemão austríaco, nosso foco temático de 2023 será outro assunto igualmente caro aos austríacos: o teatro. Vamos ler juntos, traduzir e discutir textos dramatúrgicos de autores e autoras mais que interessantes e instigantes. Apesar (ou por causa?) da pouca tradição de se publicar e ler textos dramatúrgicos no Brasil, vamos conhecer mais sobre a tradição teatral da Áustria (mas também de outros países), pensar e falar sobre o que faz do teatro uma arte tão especial, única e necessária – e da leitura de textos dramáticos um prazer tão grande como a de textos em prosa ou poesia.

Quer participar dos nossos projetos? Entre em contato com o Centro Austríaco! E, claro, continue acompanhando nossas redes sociais para receber todas as informações!

Mas, antes de nos reenontrar e iniciar novas atividades, vamos descansar e renovar as energias! Voltamos em fevereiro!

Feliz Natal e um ótimo 2023!

Frohe Weihnachten und einen Guten Rutsch!