Bolsas para a escola de inverno “A descoberta da modernidade” da Universidade de Viena

A escola se localiza em Viena, onde ainda são visíveis vestígios da cultura marcante do final do século XIX e início do século XX. O programa de duas semanas combina cursos acadêmicos de primeira classe com um extenso programa social e cultural. A rica herança cultural de Viena, especialmente os museus, levará a uma compreensão completa da contribuição do fin-de-siècle para a modernização da Europa.

Esse programa único consiste em palestras de alto nível pela manhã e excursões guiadas na cidade de Viena, bem como visitas a vários museus à tarde. Fora da estrutura das aulas, Viena oferece muitas oportunidades para explorar outras atrações culturais e históricas.

O ambiente acadêmico do curso incentiva o intercâmbio intercultural e social e favorece o entendimento mútuo entre a população estudantil internacional. Assim, os participantes ampliam seus horizontes, conhecem colegas de diferentes áreas de estudo, fazem amigos para a vida e constroem conexões para suas futuras carreiras profissionais.

Existe um vídeo para oferecer algumas impressões do univie: escola de inverno. Por favor, clique aqui para ter acesso ao material.

Dado o aspecto intercultural e interdisciplinar do programa, nossas ofertas de cursos são, sem dúvida, de interesse para estudantes de todas as áreas de estudo.

Para informações mais detalhadas sobre a universidade: escola de inverno para estudos históricos culturais, visite nossa página clicando aqui.

Também existe a possibilidade de acessar as bolsas. Para mais informação é só clicar aqui. O prazo de inscrição para a escola de inverno é 30 de novembro de 2022.

Simpósio “Elaboração de material didático para o ensino de alemão no Brasil”

O evento organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPR e pelo ISF (Idioma sem Fronteiras) em parceria com o Centro Austríaco acontecerá na UFPR nos dias 24 e 25 de outubro de 2022.

Em sua grande maioria, os livros didáticos que usamos no ensino de alemão no Brasil são importados da Alemanha e foram produzidos para aprendizes no mundo todo. Nem sempre atendem da melhor forma possível as necessidades do nosso contexto de ensino aqui no Brasil. Diante disso, nos últimos anos, alguns especialistas de instituições brasileiras de ensino têm começado a produzir material próprio e diferenciado que consideram mais adequado para o público do nosso país ou para grupos ainda mais específicos (por exemplo, discentes universitários, crianças etc.).

Nesse simpósio, serão apresentados projetos de produção de material didático atualmente em desenvolvimento em instituições de pesquisa no Brasil. O simpósio será uma oportunidade de conhecer esses projetos e suas propostas, conversar com os autores e as autoras e discutir com especialistas, professores e professoras de alemão sobre como produzir, avaliar e eventualmente adaptar material didático para cada contexto específico.

O evento será presencial, a participação é gratuita e os participantes com inscrição terão direito a certificado.

Mais informações sobre horários, salas e programação em anexo aqui.

Inscrições pelo site do Centro Austríaco até 21 de outubro: formulário de inscrição.

Exposição “O Rinoceronte: Cinco Séculos de Gravuras do Museu Albertina”

A exposição apresenta gravuras provenientes do maior acervo de desenhos e gravuras do mundo, o museu The ALBERTINA de Viena, localizado em um palácio de estilo neoclássico no centro da cidade, antigo palácio da família Habsburgo. Fundada em 1776, a Albertina, como é chamada pelos austríacos, conta com mais de um milhão de obras gráficas. A exposição “O Rinoceronte: Cinco Séculos de Gravuras do Museu Albertina”, em exposição no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, apresenta 154 gravuras provenientes da instituição austríaca. A mostra se organiza em uma narrativa linear, partindo do Renascimento até a era da arte contemporânea. A mostra conta a história da arte ocidental entre o período de 1466 e 1991.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

A famosa xilogravura que dá nome à exposição, “Rinoceronte”, do alemão Albrecht Dürer, é uma das obras em exposição. Xilogravura é o tipo de  gravura que utiliza uma matriz de madeira. A obra de Dürer, de traços precisos e gigantesco valor para os historiadores da arte, foi produzida através de relatos que o gravador alemão recebeu de comerciantes de Lisboa. Ou seja, Dürer nunca tinha visto tal animal na vida, o que torna seu trabalho ainda mais impressionante devido a semelhança da gravura com o animal.

Albrechet Dürer,O Rinoceronte [Das Rhinozeros], 1515. Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Devido a grande importância das obras transportadas da Áustria para o Brasil, nenhum dos artistas teve todos os trabalhos alocados em um mesmo voo – já que a perda dessas obras seria um enorme prejuízo para o patrimônio da humanidade.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

As primeiras gravuras surgiram na China no século II, chegando à Europa apenas no século XV. Essas gravações não são sinônimo de desenhos, a geração de uma imagem a partir de uma matriz pode usar diversas técnicas como xilogravura, calcogravura, litogravura, água-forte ou serigrafia. Já que essas gravuras possuem matriz, elas não são obras exclusivas, pois uma mesma matriz pode gerar diversas obras de arte. Essa característica fez com que as gravuras fossem obras que circulassem de maneira rápida entre os países, mas que também fossem menos valorizadas.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

A mostra no Instituto Tomie Ohtake mostra também uma série de gravuras de grandes artistas austríacos, como Oskar Kokoschka, Gustav Klimt e Egon Schiele. A obra deste último possui poucas gravuras, mas algumas delas fazem parte da exposição. Na gravura abaixo, “De Cócoras” (1914), o artista tenta desvendar a psicologia das massas, ignorando tudo o que é superficial.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Confira abaixo mais algumas imagens de obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Gustav Klimt.
Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’
Oskar Kokoschka, Apanhadora de algodão [Baumwollpflückerin], 1908. Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Conversa com a autora Melanie Laibl já está disponível no YouTube do Centro Austríaco

Já está disponível no YouTube do Centro Austríaco a conversa “Kinderliteratur: Lust auf Sprache wecken”, com Melanie Laibl. Durante a conversa, a autora austríaca de livros infantis nos conta como combinar imaginação e conhecimento de forma a despertar o interesse das crianças em aprender alemão e conhecer o mundo. Ela também fala sobre seu trabalho como escritora. Seus contos de linguagem lúdica já receberam diversos prêmios, incluindo o Prêmio de Literatura Infantil da Cidade de Viena e o Prêmio do Livro de Ciências na categoria Conhecimento Júnior. É possível ver mais informações sobre a autora e seus contos em seu site clicando aqui.

Grupo de São Paulo encena peça de Elfriede Jelinek

O Teatro do Fim do Mundo traz para os palcos de São Paulo uma montagem da peça Ulrike Maria Stuart, de autoria da vencedora do prêmio Nobel de Literatura austríaca Elfriede Jelinek. Com o título O Caso Meinhof, o texto foi dividido em três programas de 50 minutos, que podem ser vistos em conjunto ou de forma independente. A peça estará em cartaz entre os dias 9 e 25 de setembro de 2022, de sexta-feira a domingo. Veja mais informações aqui.

A peça, inspirada no texto de Jelinek, discute o fracasso e a herança dos movimentos revolucionários do século XX, além de debater a presença das mulheres na liderança política. Para isso, parte da história da RAF, grupo terrorista alemão dos anos 70, liderado por Ulrike Meinhof e Gudrun Ensslin.

Para narrar essa história, o grupo transformou a trajetória de vida da terrorista Ulrike Meinhof em um podcast, apresentado em cena pelos filhos da guerrilheira, vividos por Artur Kon e Mariana Otero. A história se divide em três episódios: todas as noites, o elenco – completado por Carla Massa, Clayton Mariano, Maria Tendlau e Marilene Grama – apresenta 3 programas de 50 minutos cada. O público pode ver os episódios de maneira independente ou assistir um espetáculo de quase 3 horas numa noite, com dois intervalos. 

O projeto foi contemplado pela 12ª Edição do Prêmio Zé Renato da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo

Do histórico ao fantasioso

O espetáculo parte de um fato curioso: os quatro principais integrantes da RAF (ou Grupo Baader-Meinhof) tiveram seus cérebros retirados para estudos após a morte na prisão. Houve inclusive quem afirmasse que uma lesão no de Ulrike teria sido responsável pelo comportamento violento e consequentemente sua atividade de terrorista. Só décadas depois a filha (já adulta) de Meinhof conseguiu na justiça reaver e enterrar o cérebro da mãe; nessa ocasião, descobriu-se que os três outros haviam desaparecido misteriosamente.

A partir desses estranhos fatos, a peça do Teatro do Fim do Mundo inventa o misterioso roubo do cérebro de Ulrike: na verdade os próprios filhos dela teriam se reapossado do encéfalo preservado em um vidro, para tentar se comunicar com ele. Então, na casa de seu pai reacionário (onde moram desde que ela entrou para a clandestinidade), fazem um podcast para investigar a verdade sobre a morte da mãe. A cada episódio confrontam um entrevistado envolvido na história, mesmo que para isso precisem buscar meios pouco convencionais de comunicação, inclusive com os mortos.

Sobre o Teatro do Fim do Mundo

O Teatro do Fim do Mundo é uma plataforma criada por Artur Kon em 2016 para juntar-se a outros artistas interessados em pensar o que pode ou deve fazer o teatro diante da destruição social experimentada desde aquele momento no Brasil e no mundo, desafiando a perplexidade e impotência que parecia dominar. Em seus primeiros trabalhos, deparou-se com a dramaturgia radical da austríaca Elfriede Jelinek, cuja obra busca revitalizar uma tradição de teatro político fazendo-a enfrentar sem subterfúgios as dificuldades e impasses impostos pelo presente. Em Sem Luz, uma catástrofe nuclear servia de metáfora e lugar concreto para pensar a continuidade da existência em uma situação de total desorientação. Agora, em O caso Meinhof, a história de derrotas da esquerda no século XX traz para essa reflexão um caráter explícito e urgente.

Centro Austríaco lança material didático para A1 sobre a exposição Kalliope

Você conhece a exposição Kalliope? É um projeto organizado pela Embaixada da Áustria sobre a contribuição de mulheres à história do país.

Venha aprender mais sobre o impacto feminino na cultura, ciência e sociedade nesse material elaborado para iniciantes na língua alemã (A1). Você terá a oportunidade de descobrir e reimaginar fatos históricos e transformações sociais ao longo dos últimos 200 na Áustria e na Europa a partir das biografias dessas brilhantes cientistas, educadoras e artistas.

Clique aqui e saiba mais sobre a exposição traduzida pelo Centro Austríaco e aqui para saber mais sobre o projeto Kalliope!

O material é assinado por Alessandra Freitas e Arthur Xavier.

Confira o material:

No Centro Austríaco, produzimos materiais didáticos sobre diversos temas atuais, interessantes e relevantes que dizem respeito à Áustria, sua língua e sua(s) cultura(s). Queremos produzir material que possa ser usado no ensino de alemão já nos níveis iniciais (a partir do nível A1), pois acreditamos que o ensino de uma língua não é apenas uma questão de gramática – junto com uma língua, podemos aprender muito sobre outros países, pessoas e histórias. 

Todo o material desenvolvido pelos integrantes do Centro Austríaco será testado em sala de aula antes de ser disponibilizado aqui no site. O material pode ser usado sem custo em sala de aula por todos os interessados e vem acompanhado de dicas didáticas para professores que ensinam alemão como língua estrangeira no Brasil e que querem levar um pouco da Áustria para dentro das salas de aula.

Clique aqui para conhecer o projeto acadêmico que embasa a produção de atividades o âmbito de Ensino de Alemão como Língua Estrangeira e aqui para ver outros materiais já produzidos pelo Centro Austríaco. 

Envio de artigos para dossiê temático da Cadernos de Tradução sobre Teatro foi prorrogado para 25 de setembro

O prazo para o envio de artigos para dossiê temático da revista Cadernos de Tradução sobre teatro foi prorrogado para 25 de setembro. Intitulado “Tradutores teatrais como agentes criativos, políticos e artísticos”, o dossiê é organizado pelas professoras Alinne Balduino P. Fernandes (UFSC) e Ruth Bohunovsky (UFPR).

Veja mais informações aqui.

Lançamento do livro Imperatriz Leopoldina: Um Grito de Independência

No dia 5 de setembro às 19 horas acontecerá o lançamento do livro “Imperatriz Leopoldina: Um Grito de Independência” no Colégio Visconde de Porto Seguro campus Morumbi – SP. O evento também será transmitido on-line pelo canal do Youtube do Instituto Martius-Staden.

O livro conta a história da Imperatriz Leopoldina e sua participação direta no processo de Independência do Brasil, assim como outros aspectos de sua vida e um novo olhar sobre o papel da mulher na história brasileira.

O Centro Austríaco também possuí um material didático sobre essa figura histórica e o evento “Dona Leopoldina, uma arquiduquesa da Áustria, na terra das fadas e a independência do Brasil” disponibilizado no Youtube.

Inscrições abertas para a conversa “Kinderliteratur: Lust auf Sprache wecken”, com Melanie Laibl

Como despertar o interesse das crianças por linguagem e conhecimento?

A autora austríaca de livros infantis Melanie Laibl, tradutora e cientista de comunicação, aborda estas questões em sua pesquisa e literatura. Seus contos têm uma linguagem lúdica e ganharam vários prêmios, incluindo o Prêmio de Literatura Infantil da Cidade de Viena e o Prêmio do Livro de Ciências na categoria Conhecimento Júnior. É possível ver mais informações sobre a autora em seu site.

Na conversa com o Centro Austríaco, ela nos contará como consegue combinar imaginação e conhecimento de forma criativa para fortalecer o interesse das crianças em aprender alemão e conhecer o mundo.

Clique aqui para se inscrever.

Deutscher Buch Preis 2022

O Deutscher Buch Preis é um prêmio renomado concedido anualmente ao melhor romance em língua alemã do ano. Os 20 indicados para o prêmio de 2022 foram anunciados essa semana – a lista completa pode ser conferida no site do prêmio. (https://www.deutscher-buchpreis.de) Entre eles, se encontram alguns autores austríacos: 

Marie Gamillscheg concorre ao prêmio com o seu segundo romance, “Aufruhr der Meerestiere” (A Rebelião dos Animais Marítimos, em tradução livre). O livro é sobre uma mulher chamada Luise que volta a morar em Graz, sua cidade natal (assim como a autora), mas para isso precisa rever seu pai enfermo e reatar a relação entre os dois. O livro busca explorar os laços entre homem e natureza e os laços familiares, trazendo tais sentimentos à tona para o leitor. 

Reinhard Kaiser-Mühlecker, nascido em Hallwang, também traz um drama familiar com o livro “Wilderer” (Caçador), explorando como os aspectos filosóficos do existencialismo e do mundo contemporâneo podem afetar o psicológico de todos, até mesmo de Jacob, um pai e marido antes feliz com sua vida serena, mas que agora luta contra sentimentos de raiva que a um tempo não sentia.

Anna Kim nasceu na Coréia do Sul, mas se mudou para a Áustria poucos anos depois. Laureada austríaca do prêmio European Union Prize for Literature de 2012, agora concorre com o livro “Geschichte eines Kindes” (História de uma criança, em tradução livre) pelo DBP. Seu novo romance é baseado numa história real que se passa em 1953 nos Estados Unidos durante o período da segregação racial, trazendo críticas ao sistema e a sociedade racista, que chegam até os tempos atuais. 

O resultado final do prêmio será anunciado em outubro. Nenhum dos livros indicados foi traduzido para o português até o momento.