As 3 principais universidades da Áustria

Você já pensou em estudar na Áustria? Veja quais são as melhores universidades do país: 

1. Universidade de Viena

By Denis Todorut from Wien, Österreich – Universität Wien / Juristenstiege, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=6411850

Com mais de 94.000 alunos, é uma das maiores universidades da Europa e a maior e mais antiga entre os países de língua alemã. Foi fundada em 1365 em Viena. Visite o site para saber mais!

2. Universidade Técnica de Viena

Main building of Vienna University of Technology / Vienna, Karlsplatz 13. By Peter Haas, CC BY-SA 3.0 at, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=25729420

Esta universidade não fica nem um pouco para trás: é a maior da Áustria na área das ciências técnicas e naturais. Mais de 4.000 cientistas conduzem suas pesquisas lá. O nível da pesquisa científica é, sem dúvida, excelente! Quer saber mais? Clique aqui.

3. Universidade de Innsbruck

By Machno – Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=41986891

Nesta universidade você encontra uma grande variedade de áreas de estudo. Além disso, com apenas algumas exceções, a universidade não tem restrição de admissão: quem se candidatar, recebe uma vaga! Deixamos aqui o link, além deste vídeo, no qual você poderá conhecer as belezas deste lugar e suas inúmeras atividades: 

Ficou com vontade de estudar na Áustria? Lembramos que amanhã, dia 18 de junho, teremos um evento  sobre bolsas e financiamento de cursos na Áustria como parte da programação da Semana da Língua Alemã a partir das 15h. Não perca! Link de acesso ao evento: https://us02web.zoom.us/j/87815916546

In memoriam Friederike Mayröcker

por Luiz Abdala Jr.

Uma busca rápida pelo nome de Friederike Mayröcker no Google nos releva tratar-se de uma das maiores escritoras do século XX e XXI. Ainda pouco conhecida no Brasil, Mayröcker nasceu em 1924, há quase cem anos, em Viena. Os primeiros anos de vida foram tumultuados: não bastasse a meningite que a deixou seriamente doente na infância, os anos que se seguiram foram marcados pelas dificuldades econômicas do entre-guerras e mais tarde pela própria eclosão da Segunda Guerra Mundial. Em 1946 publica seus primeiros poemas na revista antinazista Plan. Alguns anos depois, em 1956, publica seu primeiro livro: Larifari: Ein konfuses Buch [Larifari: Um livro confuso]. O título já demonstrava a vontade de transpassar os limites do convencional e do normativo, afinal, Larifari, em alemão, é uma gíria para designar tagarelice sem sentido ou conversa absurda. A estreia passou quase que completamente despercebida, entretanto era o início da obra daquela que viria a se tornar uma das mais profícuas autoras da língua alemã. 

Por esses anos Mayröcker aproxima-se do Grupo de Viena, importante grupo literário formado por escritores interessados nas experiências formais dos movimentos de vanguarda como modo de recriar a linguagem poética após a guerra. A poeta não chega a integrar diretamente o movimento, mas em 1954 encontra Ernst Jandl, um dos seus membros. Jandl e Mayröcker não apenas se tornam companheiros de vida, mas desenvolvem uma verdadeira relação literária, movida pelo amor à linguagem que ambos compartilhavam, por vezes dividindo leituras públicas e divulgando textos um do outro. Com a morte do poeta em 2000, a memória dessa relação foi materializada no livro de 2005 Und ich schüttelte einen Liebling [E eu abanei um amado], homenagem póstuma aos anos vividos com o companheiro e também tocante testemunho de um trabalho de luto. 

A aproximação com os movimentos de vanguarda marcou a linguagem poética de Mayröcker e diversos de seus textos levam essas características, principalmente advindas surrealismo. Porém, não se reduziram a esses princípios. Altamente inventiva, Mayröcker desenvolveu uma das linguagens mais singulares da literatura alemã do século XX, misturando marcas dialetais, línguas estrangeiras, associações livres, gírias e cultura pop. Além disso, é notória a presença da música e do canto como princípios estruturantes em seus poemas, que são marcados pela profusão formal de ecos, rimas inesperadas, repetições, combinações linguísticas, desvios sintáticos e uma verborragia controlada, extremamente precisa em termos de vocabulário e, com frequência, associada às ciências botânicas, agregando à fisicalidade do corpo humano potentes imagens naturais. Mayröcker também utilizou amplamente procedimentos de colagem e montagem, que geravam por vezes a impressão de uma multiplicidade de vozes em suas obras. Artista versátil, também desenhou, compôs libreto de ópera, escreveu histórias infantis e, talvez tão importante quanto a poesia e a prosa, escreveu diversas peças radiofônicas, inclusive em parceria com Jandl.  Sua entrega à escrita foi incansável e resultou numa obra de mais de 80 livros, sendo o último, da ich morgens und moosgrün. Ans Fenster trete (algo próximo de “pois eu de manhã e verde-musgo. Chego à janela”), publicado no ano passado pela editora Suhrkamp. A lista de prêmios ganhos, também, não é de número pequeno, e entre eles estão o Prêmio Peter Huchel e aquele que é, provavelmente, o mais importante prêmio da língua alemã, o Prêmio Georg Büchner. 

Apesar de ser uma lacuna no mercado editorial brasileiro, sua língua circula na nossa ao menos desde 1994, quando o poeta Leonardo Froés traduziu o poema Wird welken wie Gras (na tradução: “Vai secar como a grama”) para uma edição da Revista Poesia Sempre, que pode ser acessada aqui. Todavia, o principal divulgador da poesia de Mayröcker no Brasil é o poeta Ricardo Domeneck, que traduziu e publicou uma seleta de poemas no seu antigo (e muito vivo) blog “modo de usar & co”, que podem ser acessados aqui e aqui. Um viva aos tradutores, que como um dia escreveu Ana Martins Marques sobre um poema, são meus únicos heróis. Também não falta material na internet sobre Mayröcker, como vídeos de algumas de suas leituras, sempre em seus trajes pretos, tal esta aqui, de 2016.

Ontem, no dia 4 de junho de 2021, Friederike Mayröcker faleceu em Viena. A língua teve um dia triste, mas é grata pelo privilégio do amor de uma de suas maiores artífices. Viva, Fritzi!

Encontramos São Paulo … na Áustria!

São Paulo, Rio de Janeiro, Paris, Buenos Aires ou Tel Aviv… O jornalista arquitetônico Wojciech Czaja redescobriu o mundo em meio a uma pandemia e sem sair de sua cidade com a perspectiva certa e muita imaginação. 

Blocos de concreto que, para Wojciech Czaja, poderiam estar em São Paulo

Tudo começou com Meidling, um bairro vienense: uma foto postada no Facebook com a legenda “quase Tel Aviv”. A foto o fez sentir “Fernweh”, o que em alemão significa nostalgia do estrangeiro, do estranho, um sentimento que se tornou comum para muitos durante a pandemia. Foi assim que Czaja decidiu fazer uma viagem pelo mundo no coração da Áustria.

Não é incomum encontrar jogos arquitetônicos como este no Japão, especialmente em arranha-céus e torres, mas essa foto foi tirada perto da principal estação ferroviária de Viena.

 Essas fotos associativas nos lembram o valor histórico cultural que existe na riqueza arquitetônica desta metrópole. Convida-nos a ver o quotidiano com novos olhos, com olhos de viajante. Quem diria que o mundo se esconde diante de nossos olhos! Pois quando um espírito viajante não pode viajar, ele viaja de qualquer maneira. E você, já quase viajou?

Arquitetura colonial latino-americana, encontrada principalmente em cidades como Assunção, capital do Paraguai

Saiba mais Wojciech Czaja e seu trabalho no perfil do fotógrafo no Instagram.

Centro Austríaco na Semana da Língua Alemã 2021

O Centro Austríaco organiza dois eventos da Semana da Língua Alemã 2021: um encontro com a autora austríaca Karin Peschka e uma apresentação de bolsas e oportunidades de estudo com a professora leitora da Agência de Intercâmbio Acadêmico da Áustria (OeAD).

Os dois eventos serão via Zoom. Os links de acesso serão enviados para pessoas inscritas.

Encontro com Karin Peschka: 16 de junho, 15h

Nesse evento, a autora vai ler trechos de dois romances de sua autoria, “Autolyse Wien” [Autolise Viena] e “Putzt euch, tanzt, lacht” [Arrumem-se, dancem, riem!]. À leitura em língua alemão segue a apresentação da respectiva versão em língua portuguesa. Assim, temos a possibilidade não apenas de conhecer e conversar com uma das autoras mais populares da Áustria contemporânea, mas também de nos aproximar de seus livros, ainda sem tradução no Brasil. Clique aqui para se inscrever.

Estudar na Áustria: Cursos e Bolsas: 18 de junho, 15h

Quer saber como você pode realizar seu sonho de estudar no exterior e conhecer uma nova cultura? Nesse evento, Cristina Rettenberger, professora leitora da Agência de Intercâmbio Acadêmico da Áustria (OeAD), oferece uma visão geral sobre as possibilidades de cursos e bolsas na Áustria, em diferentes áreas de conhecimento:

bolsas de estudo em universidades austríacas
bolsas para cursos de língua
bolsas para cursos de cultura
bolsas de pesquisa para professores universitários
apoio financeiro para tradutores

Após a apresentação, você terá a oportunidade de tirar dúvidas e receber conselhos pessoais sobre suas questões específicas.

Clique aqui para se inscrever.

A Semana da Língua Alemã é organizada pelas Embaixadas da Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e Suíça. Mais informações aqui.

Burgtheater de Viena apresenta nova montagem de “Sociedade de Caça”, de Thomas Bernhard

Com a reabertura dos teatros e espaços culturais, o Burgtheater de Viena apresenta uma nova montagem da peça Die Jagdgesellschaft [Sociedade de Caça, ainda sem tradução publicada no Brasil], de Thomas Bernhard, com a direção de Lucia Bihler.  

Na peça, um grupo se encontra em um alojamento de caça no meio de uma floresta que, enquanto isso, é tomada por Borkenkäfer, um tipo de parasita que entra nas cascas das árvores e as corrói. Na peça de Bernhard, o inseto se torna um símbolo de uma sociedade que não percebe que está se auto-destruindo. Veja mais informações sobre a montagem aqui.

A tradução de peças do Thomas Bernhard faz parte dos trabalhos em desenvolvimento no Centro Áustríaco (clique aqui para saber mais). Como resultado, já foi publicada a peça O Presidente (Trad. Gisele Eberspächer e Paulo Rogério Pacheco, com supervisão de Ruth Bohunovsky, Editora UFPR). 

Participação do Centro Austríaco no podcast Deutschguês

Foi hoje ao ar um episódio do podcast Deutschguês sobre a Áustria e o Centro Austríaco com participação da nossa coordenadora, Ruth Bohunovsky. Na conversa, Ruth fala sobre as diferenças entre os dialetos alemãs da Alemanha e da Áustria, além de várias informações culturais sobre o país.

O Deutschguês é produzido pela professora de alemão Raquel Menezes. Formada em Letras Português-Alemão pela UFRJ, especialista em Ensino de Alemão como Língua Estrangeira pela UERJ e mestre em Estudos Linguísticos pela UFPR e pela Universität Leipzig. Além do produzir o podcast, Raquel trabalha como professora na UNICENTRO. Saiba mais sobre ela e o projeto aqui.

KALLIOPE, mulheres austríacas que fizeram história

Este foi o título do webinar conduzido por Ruth Bohunovsky, coordenadora do Centro Austríaco, na última semana. Como a história das mulheres é tratada hoje na Áustria? Muito se fala sobre o papel dos homens na história, mas dificilmente das mulheres, que desempenharam um papel tão importante quanto eles e alcançaram excelência em diferentes disciplinas, mas foram esquecidas simplesmente por serem mulheres. Como forma de contra-movimento a isso, várias iniciativas buscam resgatar suas histórias, e aqui apresentaremos algumas delas. 

Primeiro, Ruth recomendou o filme sobre Johana Doner, ex-primeira ministra austríaca que lutou pelos direitos das mulheres. Veja o trailer: 

Ruth também cita a iniciativa da editora austríaca Das vergessene Buch [livros esquecidos], que visa publicar novamente obras que foram proibidas no tempo do nazismo e ficaram esquecidas no mercado editorial. Muitas autoras têm obras nesse situação, e essa é uma oportunidade para voltarem a ser lidas. 

Outro projeto, criado pela artista Iris Andraschek, é a grande sombra de uma mulher no Pátio de Arcos (Arkadenhof) da Universidade de Viena com a frase Der Muse reicht’s” [a musa está farta]. O fato de essa sombra estar em um dos principais pátios da Universidade de Viena não é por acaso: aqui estão inúmeros bustos de homens reconhecidos historicamente e academicamente pela universidade – entre eles, apenas uma mulher. 

By Ewald Judt – http://austria-forum.org/af/Bilder_und_Videos/Bilder_Wien/1010/1976, CC BY 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=71488387

Mas qual é o significado da frase mencionada – uma musa? O conceito de musa como personagem feminina idealizado pelos homens ao longo da história adquire aqui uma nova dimensão. É sobre como a mulher transcende esse papel, se liberta dele e consegue se redefinir. A musa não quer mais ser musa, mas sim ser reconhecida como igual e viver em condições de igualdade. 

Kalliope também foi musa, e é justamente esse nome que serviu para a exposição do Itamaraty com o objetivo de resgatar a memória de mulheres importantes para a sociedade austríaca. A partir dessa exposição, o Centro Austríaco realizou um projeto de tradução e divulgação dessas histórias no Brasil. Clique aqui para saber mais.

Ruth nos lembra com esses exemplos que a história não é algo que já foi escrito e determinado, mas é continuamente renegociado e reescrito por meio dos discursos atuais. Nessa perspectiva, a aula de alemão como língua estrangeira ou segunda língua também adquire uma dimensão discursiva importante para lidar com questões históricas. A própria Ruth já iniciou projetos nessa área em relação à criação de material didático para o contexto brasileiro que aborda questões culturais e históricas desde os níveis mais básicos, uma vez que o nível de alemão não deve ser um empecilho para tratar de temas interessantes. Um exemplo de material sobre Sissi pode ser encontrado aqui.

Ruth também menciona o seguinte: Para participar de discursos atuais sobre um tema, é necessário saber quais informações existem sobre dele, que diferentes perspectivas abordam o mesmo tema, já que uma pessoa ou um lugar podem ter muitos significados na memória coletiva, pois isso depende também da percepção subjetiva de cada pessoa. Assim, o papel da mulher pode ter sido definido em um momento a partir de uma perspectiva específica, mas na verdade foi muito mais do que isso, só não foi reconhecido naquele momento. Como por exemplo no caso da primeira mulher a dar a volta ao mundo: a austríaca Ida Pfeiffer, que inicialmente viveu uma vida predeterminada pela sociedade, em um casamento arranjado, mas decidiu seguir sua paixão para ver o mundo.

Kultur und Sprache lança novo site

O programa Kultur und Sprache lança um novo site. Lá, professores e professoras podem encontrar material didático sobre temas austríacos, mas também informações sobre cursos e eventos gratuitos que ajudam a promover uma imagem contemporânea do país e realizar um ensino de alemão mais plural e interessante. Os eventos (online e presenciais) se dirigem tanto a docentes já experientes como àqueles ainda em formação. Vale a pena dar uma olhada e se inscrever para receber o Newsletter!

O programa é atrelado ao Ministério Federal da Educação, Ciência e Pesquisa da Áustria e implementado pelo OeAD e já está ativo há 25 anos.

Planos de aula gratuitos para trabalhar literatura austríaca nas salas de aula

Um grupo de alunos da Universidade de Viena desenvolveu uma grande variedade de planos de aula e sites de qualidade para trabalhar com literatura em salas de aula de alemão como língua estrangeira. Os planos estão divididos de acordo com o nível de alemão dos alunos.

Aqui, fornecemos uma breve descrição de alguns planos de aula sobre literatura austríaca que valem a pena conhecer:

Geschichten aus dem Wiener Wald por Ödon von Horváth

Neste planejamento para o nível B2, os alunos podem conhecer várias cenas da peça teatral de Ödön von Horváth, que se passam em diferentes lugares da Áustria. Além disso, o planejamento inclui algumas cenas de filmes, o que pode ser muito motivador na sala de aula!

Clique aqui para acessar o plano de aula Didaktisierung Geschichten aus dem Wiener Wald von Ödön von Horváth (em alemão). 

Daniel Glattauer „Gut gegen Nordwind“ 

Este romance, baseado em uma troca de e-mails, tem um toque realista e moderno com o qual os alunos poderão se identificar facilmente. São tratados temas como amizade e conhecimento mútuo, permitindo também diferentes interpretações utilizando apenas trechos do texto. 

Para ver o planejamento, indicado para a partir do A2, clique aqui.

Kaffeehaus de Peter Altenberg

Imagem da representação de Peter Altenberg no Café Central de Viena. Quelle: http://www.viennatouristguide.at/personen/Altenberg/ab.htm

KAFFEEHAUS

Du hast Sorgen, sei es diese, sei es jene – – –

ins Kaffeehaus!

Sie kann, aus irgend einem, wenn auch noch so

plausiblen Grunde, nicht zu dir kommen

– – – ins Kaffeehaus!

(…)

O autor boêmio austríaco Peter Altenberg passava a maior parte do tempo em cafés. Não é de surpreender que suas obras tenham sido designadas por alguns como “literatura de café”!

Clique aqui para ver o planejamento para os níveis A2 e B1.

Você sabe quem é o Hanswurst, o João-Linguiça?

Trata-se de uma das personagens mais famosas do teatro de língua alemã, sobretudo na Áustria. Chegou a Viena em 1705 ou 1706 com Joseph Anton Stranitzky, um ator que se estabeleceu na capital austríaca após percorrer a Alemanha com grupos teatrais itinerantes. Trouxe na bagagem a figura cômica do Hanswurst – que está presente até hoje, esculpido em pedra, na parte externa do famoso Burgtheater de Viena.

No palco, além de cômico, João Linguiça foi também uma voz crítica em relação às injustiças sociais e à corrupção política de sua época, além de politicamente incorreto e exageradamente grotesco. As elites políticas e culturais do século XVIII, tanto na Alemanha quanto na Áustria, começaram a se incomodar tanto com essa figura nada compatível com o “bom gosto” da burguesia dita esclarecida que chegou a proibir sua presença nos teatros, para garantir a “implementação da boa moral”. Mas, a personagem do João Linguiça resistiu, continuou presente nos teatros, na vanguarda literária do século XX e no teatro de fantoches para crianças, onde ganhou o nome de Kasperl. Até o famoso Johann Wolfgang von Goethe escreveu uma farsa que tem o João Linguiça como personagem principal: Hanswursts Hochzeit oder der Lauf der Welt – Ein mikrokosmisches Drama [O casamento de João Linguiça ou o curso do mundo – um drama microcósmico].

Quer saber mais sobre a figura do João Linguiça? Falamos mais sobre ele e outras figuras da literatura austríaca no livro Áustria: Uma história literária.