Autores austríacos são tema de apresentações na ABEG 2021

O IV Congresso da ABEG (Associação Brasileira de Estudos Germânicos) começa essa semana – o evento ocorre em formato online entre 24 e 25 de novembro de 2021 – e traz diversos temas austríacos em sua programação.

A poesia de Peter Handke será tema de uma fala de Luiz Carlos Abdala Junior. A apresentação “Traduzir a poesia de Peter Handke no Brasil: um projeto de tradução de Gedicht an die Dauer” está marcada para o dia 25 de novembro, a partir das 10h30, como parte da programação da Seção 13, A Tradução de literatura e textos teóricos: experiências e perspectivas, coordenada pelos professores Werner Heidermann (UFF) e Johannes Kreschmer (UFF).

O teatro de Elfriede Jelinek será debatido no contexto de resistência. A apresentação Die Schutzbefohlenen: a crise dos refugiados na obra de Elfriede Jelinek, parte da Seção 9 – Literatura e Resistência, organizada por Tercio Redondo (USP) e Alexandre Villibor Flory (UEM), ocorre no dia 25 de novembro a partir das 14h.

Já o próprio Centro Austríaco é tema da fala de Ruth Bohunovsky, coordenadora do projeto. A fala O Centro Austríaco na UFPR – um projeto de internacionalização de acordo com o conceito “DACH” será realizada no dia 25 de novembro, a partir das 14h, como parte da programação da Seção 5.

A seção 10, organizada por Ruth Bohunovsky (UFPR) e Anisha Vetter (UNICAMP), apresenta a diversidade do alemão em sala de aula e conta com diversas apresentações. DACH(L): a diversidade linguística e cultural dos países de língua alemã na teoria e em sala de aula. As apresentações dessa seção começam na quarta-feira, 24 de novembro, às 14h.

Além disso, a palestra de abertura do evento, proferida por Kathrin Rosenfield (UFRGS), trata da obra de Robert Musil: Robert Musil, pioneiro do pensamento plural: uma releitura no Brasil de hoje. A palestra será exibida às 9h30 da quarta-feira, 24 de novembro.

É possível se inscrever e acompanhar a programação do evento gratuitamente. Mais informações no site do evento.

ABEG prorroga o prazo de inscrição de comunicações

O 4º Congresso da Associação de Estudos Germanísticos prorroga o prazo de inscrição de comunicações para o dia 24 de outubro. O evento acontece entre os dias 24 e 26 de novembro de 2021 em formato online. Clique aqui para ver as propostas de seções e aqui para acessar os resumos.

Também convidamos todas e todos a conhecer a seção DACH(L): a diversidade linguística e cultural dos países de língua alemã na teoria e em sala de aula, organizada por Ruth Bohunovsky (UFPR), coordenadora do Centro Austríaco, e Anisha Vetter (UNICAMP). Confira a descrição:

DACH(L): a diversidade linguística e cultural dos países de língua alemã na teoria e em sala de aula
Criado nos anos 1990 para substituir as “ABCD-Thesen”, o conceito “DACH(L)” – acrônimo que representa os três países de língua alemã Alemanha (D), Áustria (A) e Suíça (CH), assim como a pequena Liechtenstein – continua presente e relevante na área de ensino/aprendizagem de alemão como segunda língua/língua estrangeira. A coletânea Weitergedacht – Das DACH-Prinzip in der Praxis (Shafer, Middeke, Hägi-Mead, Schweiger 2020) – que, aliás, foi publicada integral e gratuitamente na internet – mostra a atual diversidade de abordagens teóricas e práticas relativas à questão de como, porque e em que medida abordar em sala de aula assuntos ligados à diversidade cultural e linguística dos países de língua alemã. Hoje, há unanimidade de que as três variações nacionais do idioma alemão, o alemão, o austríaco e o suíço, são igualmente corretas e que temas e discursos relacionados com todos os países e regiões de língua alemã devem ser integrados no ensino, em livros didáticos e em provas oficiais. Partindo dessas premissas, esta sessão tem como objetivo refletir como o conceito DACH(L) pode e deve fazer parte do ensino de alemão como LE no Brasil, um país muito distante dos países de língua alemã e onde a maioria dos aprendizes se encontra em níveis iniciais. Convidamos a participar da nossa sessão todas e todos interessadas/os em questões como: a diversidade linguística do alemão, isto é, as três variações nacionais consideradas Standarddeutsch, pode e/ou deve ser levada em consideração no ensino da língua no Brasil? Em que momento, em que medida e com que material didático esse tema deve ser abordado? Como podemos tratar de assuntos culturais relacionados aos diversos países e regiões de língua alemã, sem lançar mão de estereótipos turísticos e/ou culturais? Como podemos entender o conceito de “cultura” no intuito de estabelecer um diálogo entre a teoria e a prática? Quais as abordagens teóricas e didáticas mais úteis, mais atuais ou mais relevantes para nos ajudar a estabelecer esse diálogo de uma maneira viável para os docentes e benéfica para os aprendizes?

Anisha Vetter (UNICAMP)
Ruth Bohunovsky (UFPR)

Em caso de dúvidas, escrever para ruth.bohunovsky@gmail.com. As propostas de comunicações podem ser enviadas para o mesmo endereço.

5 razões para estudar na Áustria

por Cristina Rettenberger

Áustria, um país pequeno com uma influência mundial grande: Seja na área da psicologia com Freud, da arte com Klimt ou da música com as sinfonias de Mozart, existem razões de sobra para mostrar porque a experiência de estudar na Áustria pode ser uma das melhores decisões em sua vida.

Aqui apresentamos cinco razões para estudar no país:

  1. Arquitetura, arte, música e literatura
Belvedere, em Viena

Do centro histórico de Salzburgo, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, à incrível arquitetura clássica vienense, uma mistura incomparável entre o moderno e o antigo, com suas carruagens e seus palácios, a Áustria tem algo para todos. Clássico e moderno se unem em uma simbiose perfeita, natureza e tecnologia consolidam laços sustentáveis ​​sem perder a beleza. Esta é a Áustria.

2. Conheça a natureza

Hallstatt

Montanhas majestosas cercadas por lagos mágicos e florestas exuberantes, esta é a Áustria. Dê uma escapada no inverno para esquiar nos Alpes e no verão para nadar nos lagos pitorescos do país. Se você adora esportes ao ar livre, a Áustria irá surpreendê-lo com com sua beleza e majestade.

3. Viena: a cidade com a melhor qualidade de vida do mundo

Viena sem dúvida bateu um recorde, sendo por dez anos eleita a cidade com melhor qualidade de vida do mundo! Seja cultura, tempo livre, clima econômico, política ou segurança social, Viena é e continua a ser uma cidade com a qual muitos podem aprender.

4. Comida e bebida deliciosa

Você adora café? Então a Áustria é definitivamente o seu lugar! A cultura do café tem uma longa tradição no país, até os maiores pensadores deram rédea solta à sua inspiração nos cafés mais antigos da Áustria … Lá, junto com uma Sachertorte ou um Apfelstrudel, não pode faltar nada para ser feliz.

5. Áustria: o coração da Europa

Em uma viagem de trem saindo da Áustria, você pode saborear um delicioso gelatto na bela Itália ou uma cerveja na Oktoberfest de Munique. Graças às excelentes ligações de mobilidade entre os países vizinhos, em poucas horas poderá dar uma ideia dos 8 países que circundam o coração da Europa.

Quer saber mais? Descubra aqui bolsas e possibilidades de financiamento de estudos na Áustria.

Conferência internacional de Professores de Alemão (IDT 2022), em Viena, está com chamada aberta para apresentações

A ÖDaF está organizando a XVII Conferência Internacional de Professores de Alemão (IDT 2022) em Viena, de 15 a 20 de agosto de 2022, com o tema *mit.sprache.teil.haben. A inscrição de comunicações em 55 seções pode ser feita até 20 de outubro de 2021. Clique aqui para ver mais informações.

“A República Kugelmugel”: a curiosa tentativa de um mini-mundo próprio

Existem várias histórias curiosas que merecem ser contadas. Esta é um delas: uma história daqueles sonhadores criativos que ousaram desafiar as fronteiras políticas geográficas e criar o seu próprio “mini mundo”. Apresentamos a República de Kugelmugel.

Como o próprio nome indica, se trata de uma casa em forma de esfera (Kugel) do artista Edwin Lipburger, construída em um campo público sem qualquer permissão. Como consequência dessa pendência judicial, uma vez que o estado da Baixa Áustria não aceitou a construção desta habitação esférica, Lipburger reagiu e auto proclamou o espaço como a sua própria república “Kugelmugel”, protestando com vários cartazes. Por conta disso, Lipburger foi processado e preso por várias semanas.

Esses eventos geraram discussões polêmicas sobre como o estado lida com a liberdade artística. Ironicamente, sua prisão aconteceu ao mesmo tempo que o reconhecimento do Estado Livre de “Artiopia” no Tirol/Áustria. O nome é um composto entre “arte” e “utopia” e se trata de um estado artístico como parte de um evento do fórum europeu Alpbach no Tirol. “Artiopia” existiu por oito dias.

A reflexão sobre este evento provavelmente levou à liberação do artista de Kugelmugel. “Eu fracassei por 10 anos e isso… eu sabia” Lipburger disse ao noticiário da ORF. “O fracasso também é sucesso. Só com sinais negativos … Se tivesse dado certo, a princípio me pareceria questionável. Este é um território novo e desconhecido, daí o fracasso“. Por fim, o parque público Prater, em Viena, ofereceu “asilo” à Kugelhaus, onde ela está até hoje. A esfera, que se encontra na “praça antifascista”, não tem mais de 100 metros quadrados e é uma atrações turísticas.

Quer saber mais sobre a Kugelhaus? Veja um vídeo no site da ORF.

“Artiopia” e “Kugelmugel” não são as únicas tentativas criativas de um mini-mundo artístico e independente. Vale também mencionar a “República da Ilha das Rosas”, em Rimini, Itália, na qual um engenheiro italiano construiu sua própria mini-ilha e declarou sua independência. O projeto foi tão longe que chegou a criar passaportes, dinheiro e adotou o esperanto como língua oficial – o que deu início a um grande debate político a nível internacional. Infelizmente, o projeto foi dinamitado pelo exército italiano. A história é tão interessante que virou até filme: “A incrível história da Ilha das Rosas”.

Você conhece mais histórias desse tipo? Deixe nos comentários!

Notícias fáceis de entender em alemão

por Cristina Rettenberger

Você quer adquirir o hábito de ler e escutar textos em alemão e, ao mesmo tempo, manter-se atualizado com as notícias de países de língua alemã? Aqui estão iniciativas austríacas que apresentam notícias em linguagem simples. Se você é um professor de alemão, pode aproveitar este material gratuito para usar com seus alunos para trabalhar, por exemplo, em estratégias de leitura (clique aqui para saber mais sobre estratégias de leitura). 

1. Recomendamos fortemente o projeto da APA Nachrichten leicht verständlich. A grande vantagem deste site: notícias diárias com uma ou mais versões simplificadas e ordenadas de acordo com o nível alemão correspondente (A1-C2). As palavras difíceis são simplificadas e/ou explicadas separadamente.

2. Dois dos jornais mais populares da Áustria, Kurier e Wiener Zeitung, agora também oferecem notícias fáceis de entender sobre uma grande variedade de tópicos: Kurier Einfache Sprache e Wiener Zeitung Leichte Sprache.

3. Se você estiver principalmente interessado em política, o site RECHTleicht.at tem como objetivo torná-lo compreensível e acessível a todos. Além disso, eles oferecem as últimas notícias neste link

4. Se você preferir ouvir as notícias em vez de lê-las, recomendamos o Podcast Radio Wien einfache Nachrichten. Todo domingo você pode ouvir as notícias mais importantes em linguagem clara e fácil de entender. Os áudios duram cerca de 5 minutos.

Não queremos deixar o site einfachinformiert.at passar – o projeto ganhou vários prêmios por conta de sua ideia inovadora. Infelizmente, está inativo no momento. Esperamos que voltem a ativa em breve!

Grammatik kreativ: mais de 30 ideias gratuitas!

por Cristina Rettenberger

Você é professora ou professor de alemão e procura ideias para ensinar gramática com humor, imaginação e criatividade? Aqui você encontra mais de 30 ideias divertidas. 

O professor e escritor austríaco Dr. Wilfred Krenn compartilhou gratuitamente parte de seu livro “Grammatik kreativ” (Gerngroß, Krenn e Puchta). No material, você encontra exemplos de textos para praticar as estruturas gramaticais mais importantes do A1 ao B2. Desde o início, os textos integram a função comunicativa a partir de uma estrutura básica, que pode ser alterada de acordo com a  necessidade e deixa muito espaço para a imaginação. Estes exercícios de reconstrução e variação de textos/diálogos permitem aprofundar e fixar a gramática, para que ela permaneça em sua memória a longo prazo.

Agradecemos ao professor Dr. Wilfred Krenn por compartilhar o material. Clique aqui para fazer o download.

In memoriam Friederike Mayröcker

por Luiz Abdala Jr.

Uma busca rápida pelo nome de Friederike Mayröcker no Google nos releva tratar-se de uma das maiores escritoras do século XX e XXI. Ainda pouco conhecida no Brasil, Mayröcker nasceu em 1924, há quase cem anos, em Viena. Os primeiros anos de vida foram tumultuados: não bastasse a meningite que a deixou seriamente doente na infância, os anos que se seguiram foram marcados pelas dificuldades econômicas do entre-guerras e mais tarde pela própria eclosão da Segunda Guerra Mundial. Em 1946 publica seus primeiros poemas na revista antinazista Plan. Alguns anos depois, em 1956, publica seu primeiro livro: Larifari: Ein konfuses Buch [Larifari: Um livro confuso]. O título já demonstrava a vontade de transpassar os limites do convencional e do normativo, afinal, Larifari, em alemão, é uma gíria para designar tagarelice sem sentido ou conversa absurda. A estreia passou quase que completamente despercebida, entretanto era o início da obra daquela que viria a se tornar uma das mais profícuas autoras da língua alemã. 

Por esses anos Mayröcker aproxima-se do Grupo de Viena, importante grupo literário formado por escritores interessados nas experiências formais dos movimentos de vanguarda como modo de recriar a linguagem poética após a guerra. A poeta não chega a integrar diretamente o movimento, mas em 1954 encontra Ernst Jandl, um dos seus membros. Jandl e Mayröcker não apenas se tornam companheiros de vida, mas desenvolvem uma verdadeira relação literária, movida pelo amor à linguagem que ambos compartilhavam, por vezes dividindo leituras públicas e divulgando textos um do outro. Com a morte do poeta em 2000, a memória dessa relação foi materializada no livro de 2005 Und ich schüttelte einen Liebling [E eu abanei um amado], homenagem póstuma aos anos vividos com o companheiro e também tocante testemunho de um trabalho de luto. 

A aproximação com os movimentos de vanguarda marcou a linguagem poética de Mayröcker e diversos de seus textos levam essas características, principalmente advindas surrealismo. Porém, não se reduziram a esses princípios. Altamente inventiva, Mayröcker desenvolveu uma das linguagens mais singulares da literatura alemã do século XX, misturando marcas dialetais, línguas estrangeiras, associações livres, gírias e cultura pop. Além disso, é notória a presença da música e do canto como princípios estruturantes em seus poemas, que são marcados pela profusão formal de ecos, rimas inesperadas, repetições, combinações linguísticas, desvios sintáticos e uma verborragia controlada, extremamente precisa em termos de vocabulário e, com frequência, associada às ciências botânicas, agregando à fisicalidade do corpo humano potentes imagens naturais. Mayröcker também utilizou amplamente procedimentos de colagem e montagem, que geravam por vezes a impressão de uma multiplicidade de vozes em suas obras. Artista versátil, também desenhou, compôs libreto de ópera, escreveu histórias infantis e, talvez tão importante quanto a poesia e a prosa, escreveu diversas peças radiofônicas, inclusive em parceria com Jandl.  Sua entrega à escrita foi incansável e resultou numa obra de mais de 80 livros, sendo o último, da ich morgens und moosgrün. Ans Fenster trete (algo próximo de “pois eu de manhã e verde-musgo. Chego à janela”), publicado no ano passado pela editora Suhrkamp. A lista de prêmios ganhos, também, não é de número pequeno, e entre eles estão o Prêmio Peter Huchel e aquele que é, provavelmente, o mais importante prêmio da língua alemã, o Prêmio Georg Büchner. 

Apesar de ser uma lacuna no mercado editorial brasileiro, sua língua circula na nossa ao menos desde 1994, quando o poeta Leonardo Froés traduziu o poema Wird welken wie Gras (na tradução: “Vai secar como a grama”) para uma edição da Revista Poesia Sempre, que pode ser acessada aqui. Todavia, o principal divulgador da poesia de Mayröcker no Brasil é o poeta Ricardo Domeneck, que traduziu e publicou uma seleta de poemas no seu antigo (e muito vivo) blog “modo de usar & co”, que podem ser acessados aqui e aqui. Um viva aos tradutores, que como um dia escreveu Ana Martins Marques sobre um poema, são meus únicos heróis. Também não falta material na internet sobre Mayröcker, como vídeos de algumas de suas leituras, sempre em seus trajes pretos, tal esta aqui, de 2016.

Ontem, no dia 4 de junho de 2021, Friederike Mayröcker faleceu em Viena. A língua teve um dia triste, mas é grata pelo privilégio do amor de uma de suas maiores artífices. Viva, Fritzi!

Encontramos São Paulo … na Áustria!

por Cristina Rettenberger

São Paulo, Rio de Janeiro, Paris, Buenos Aires ou Tel Aviv… O jornalista arquitetônico Wojciech Czaja redescobriu o mundo em meio a uma pandemia e sem sair de sua cidade com a perspectiva certa e muita imaginação. 

Blocos de concreto que, para Wojciech Czaja, poderiam estar em São Paulo

Tudo começou com Meidling, um bairro vienense: uma foto postada no Facebook com a legenda “quase Tel Aviv”. A foto o fez sentir “Fernweh”, o que em alemão significa nostalgia do estrangeiro, do estranho, um sentimento que se tornou comum para muitos durante a pandemia. Foi assim que Czaja decidiu fazer uma viagem pelo mundo no coração da Áustria.

Não é incomum encontrar jogos arquitetônicos como este no Japão, especialmente em arranha-céus e torres, mas essa foto foi tirada perto da principal estação ferroviária de Viena.

 Essas fotos associativas nos lembram o valor histórico cultural que existe na riqueza arquitetônica desta metrópole. Convida-nos a ver o quotidiano com novos olhos, com olhos de viajante. Quem diria que o mundo se esconde diante de nossos olhos! Pois quando um espírito viajante não pode viajar, ele viaja de qualquer maneira. E você, já quase viajou?

Arquitetura colonial latino-americana, encontrada principalmente em cidades como Assunção, capital do Paraguai

Saiba mais Wojciech Czaja e seu trabalho no perfil do fotógrafo no Instagram.