Centro Austríaco convida a crítica literária Daniela Strigl para uma conversa durante a Semana da Língua Alemã

O Centro Austríaco convida todos e todas para uma conversa com a crítica literária austríaca Daniela Strigl, que falará sobre variação linguística e dialetos na literatura austríaca, trazendo como exemplo autores como Johann Nestroy, Arthur Schnitzler, Thomas Bernhard, Elfriede Jelinek, Wolf Haas, Elfriede Gerstl e Clemens Setz. Strigl aborda também como essa “teimosia linguística” tem um potencial subversivo, satírico e cômico.

Daniela Strigl é germanista, professora da Universidade de Viena e uma das críticas literárias mais renomadas da Áustria, autora de vários livros (por exemplo, sobre Theodor Kramer, Marlen Haushofer e Marie von Ebner-Eschenbach) e de inúmeras resenhas literárias nos principais jornais do país. Faz parte de diversas júris literárias, como do Prêmio da Feira de Literatura de Leipzig ou do Ingeborg-Bachmann-Preis (2003-2014). 

A conversa será realizada via Zoom no dia 14 de junho, às 14h30 (horário de Brasília). O evento faz parte do Foco Temático 2022 do Centro Austríaco: A língua alemã na Áustria, e da Semana da Língua Alemã 2022. Clique aqui para fazer sua inscrição no evento.

As atividades do Centro Austríaco recebem apoio da Universidade Federal do Paraná, do Setor de Humanas da UFPR, do Departamento de Polonês, Alemão e Clássicas da UFPR, do Programa de Pós Graduação em Letras-UFPR, da Embaixada da Áustria em Brasília, do Consulado da Áustria em Curitiba, da Agência Brazil Way e patrocínio da Referência Rent a Car. 

Leitura e conversa online com a autora Maddalena Fingerle sobre escrita e alemão no Tirol do Sul

Convidamos cordialmente todos os interessados ​​a participar do evento com a autora italiana Maddalena Fingerle de Bozen para falar sobre escrita criativa em seu romance Lingua Madre e alemão no Tirol do Sul.

Fingerle ganhou o renomado Prêmio Italo Calvino de Literatura com seu romance, que revela a ambiguidade e a hipocrisia que a linguagem pode esconder. A obra se passa no Tirol do Sul, região onde tanto o alemão quanto o italiano são línguas oficiais. Embora o protagonista Paolo cresça bilíngue, ele não percebe nenhuma dessas línguas como “materna”. Isso o leva a buscar uma língua “pura” e uma identidade própria entre culturas, línguas e lugares. A autora, que nasceu em Bozen, estudou na Universidade Alemã e Italiana de Munique.

Este evento é organizado pela Universidade de Milão e pela OeAD (Austrian Agency for Education and Internationalization). O evento acontecerá nesta segunda-feira, 2 de maio, às 9h30 (horário de Brasília), na plataforma Teams. Saiba mais sobre a autora aqui.

Palestra do Dr. Manfred Glauninger sobre diversidade linguística do alemão está disponível no YouTube

No dia 15 de março, ocorreu a primeira palestra da programação do Foco Temático de 2022: A língua alemã na Áustria. A palestra “Die deutsche Sprache in Österreich”, proferida pelo Dr. Manfred Glauninger, pesquisador da Österreichische Akademie der Wissenschaften e professor da Universidade de Viena, apresentou temas como as características do alemão austríaco, considerando fatores históricos, políticos e econômicos, assim como os dialetos presentes no país e outras variantes da língua.

O evento está disponível no canal de YouTube do Centro Austríaco:

Além disso, o material usado por Dr. Manfred Glauninger durante a apresentação pode ser acessado aqui.

A Ucrânia e a Áustria: muita história em comum

A equipe do Centro Austríaco adere aos numerosos protestos e à consternação mundial que as notícias, imagens e informações sobre a guerra na Ucrânia desencadearam. Nada justifica tal violência e brutalidade contra milhões de civis e inocentes. A indignação que sentimos não depende da nossa nacionalidade – como sabemos, boa parte da população russa também não concorda com os ataques em solo ucraniano. Ao mesmo tempo, como vimos no Brasil nos últimos dias, descendentes de ucranianos ou pessoas que têm algum vínculo familiar ou afetivo com a Ucrânia, têm se destacado em manifestações públicas de protesto.

Nesse contexto, entendemos que seja oportuno lembrar aqui alguns dos inúmeros vínculos e a história que a Ucrânia e a Áustria têm em comum. Começamos com a proximidade geográfica: a distância entre Viena e a fronteira ucraniana é menor do que aquela que separa a capital austríaca de Bregenz, capital do estado de Vorarlberg, no oeste do país. E nem sempre os dois países foram divididos por fronteiras nacionais.

Ao longo dos últimos anos, a política oficial austríaca não se distanciou criticamente da Rússia, mesmo quando a repressão à liberdade de opinião e ao jornalismo livre naquele país já era conhecida e reconhecida por todos, e mesmo quando Putin decidiu anexar a Criméia. Porém, numa visita oficial ao pequeno país alpino, o presidente russo foi lembrado que a Ucrânia já fizera parte da Áustria no passado. Na verdade, não foi a Ucrânia inteira, apenas parte da região oeste que integrava o império dos Habsburgos (como parte da província de Galícia, extinta após a Primeira Guerra Mundial), entre 1864 e 1918. Esse fato não tem relevância alguma na política europeia atual, mas explica os laços históricos, culturais e familiares que existem entre muitos habitantes dos dois países. Aliás, foi da Galícia que partiu a grande maioria dos imigrantes ucranianos que vieram ao Brasil.  

Antes da Primeira Guerra Mundial, Viena, Lwiw e Chernivtsi  (hoje Ucrânia), Cracóvia (hoje Polônia) e muitas outras cidades hoje pertencentes a diversas nações europeias faziam parte do império multilíngue austro-húngaro. Por isso, muitos jovens da região da Galícia e de todo o império decidiram se mudar para Viena para trabalhar ou cursar a universidade lá. Entre eles, por exemplo, Iwan Franko (1856-1916), um dos escritores fundadores da literatura ucraniana, e o famoso escritor em língua alemã Joseph Roth, nascido em Brody (hoje Ucrânia), em 1894. Enquanto estava em Viena como estudante universitário, sua pátria Galícia foi extinta e essa perda se tornou seu grande trauma e tema constante em toda a obra de Roth, que a partir de então se via como um homem desenraizado. Muitos escritores famosos de língua alemã – como Bruno Schulz, Jósef Wittlin, Manès Sperber, Rose Ausländer, Paul Celan, Karl Emil Franzos e outros – dividem com Roth essa experiência: nasceram na região de Galícia, foram socializados no seu contexto cultural e entenderam sua extinção como divisória em suas vidas. Suas obras pertencem hoje ao rico acervo da literatura mundial escrita em língua alemã. Entre os autores mais recentes, foi sobretudo Martin Pollack que se dedicou, no seu livro fictício Para a Galícia (Nach Galizien), ao registro de histórias e memórias daquela parte da Ucrânia que fazia parte do império austro-húngaro. Já a guerra atual, além de custar milhares de vidas, tem como uma das suas consequências o apagamento de histórias e de riquezas culturais da Ucrânia. 

As relações históricas entre Ucrânia e a Áustria são de longa data e complexas. Para mais informações, acesse por exemplo um artigo publicado neste domingo no jornal Der Standard. Sobre as relações austro-ucranianos no âmbito cultural e literário ao longo da história, encontram-se informações em Áustria: uma história literária – Literatura, cultura e sociedade desde 1650 (Klaus Zeyringer, Helmut Gollner. Tradução e adaptação de Ruth Bohunovsky, editora da UFPR, 2019). No Centro Austríaco estão disponíveis para empréstimo diversos títulos de Joseph Roth em tradução brasileira.

Coordenadora do Centro Austríaco, Ruth Bohunovsky, recebe condecoração da República da Áustria

Ruth Bohunovsky, professora da UFPR e coordenadora do Centro Austríaco, recebeu no dia 13 de dezembro uma condecoração da República da Áustria por conta de seu trabalho na divulgação da cultura austríaca no Brasil.

A solenidade contou com a presença do embaixador da Áustria, professor Stefan Scholz, do assessor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Paraná, professor André de Macedo Duarte, do cônsul honorário da Áustria de Curitiba, Tércio Gritsch, do cônsul comercial da Áustria, Klaus Hofstadler, além de outras autoridades da UFPR.

O Centro Austríaco foi criado em outubro de 2019 e tem vínculo com o Departamento de Polonês, Alemão e Letras Clássicas (Depac) e o Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPR. O centro tem um espaço físico com biblioteca e abriga oficinas, eventos culturais e projetos acadêmicos, além de divulgar eventos e outras iniciativas. O projeto conta com apoio da Embaixada da Áustria, da UFPR, do Consulado da Áustria em Curitiba, da agência Brazilway e patrocínio da Referência Rent a Car.

Autores austríacos são tema de apresentações na ABEG 2021

O IV Congresso da ABEG (Associação Brasileira de Estudos Germânicos) começa essa semana – o evento ocorre em formato online entre 24 e 25 de novembro de 2021 – e traz diversos temas austríacos em sua programação.

A poesia de Peter Handke será tema de uma fala de Luiz Carlos Abdala Junior. A apresentação “Traduzir a poesia de Peter Handke no Brasil: um projeto de tradução de Gedicht an die Dauer” está marcada para o dia 25 de novembro, a partir das 10h30, como parte da programação da Seção 13, A Tradução de literatura e textos teóricos: experiências e perspectivas, coordenada pelos professores Werner Heidermann (UFF) e Johannes Kreschmer (UFF).

O teatro de Elfriede Jelinek será debatido no contexto de resistência. A apresentação Die Schutzbefohlenen: a crise dos refugiados na obra de Elfriede Jelinek, parte da Seção 9 – Literatura e Resistência, organizada por Tercio Redondo (USP) e Alexandre Villibor Flory (UEM), ocorre no dia 25 de novembro a partir das 14h.

Já o próprio Centro Austríaco é tema da fala de Ruth Bohunovsky, coordenadora do projeto. A fala O Centro Austríaco na UFPR – um projeto de internacionalização de acordo com o conceito “DACH” será realizada no dia 25 de novembro, a partir das 14h, como parte da programação da Seção 5.

A seção 10, organizada por Ruth Bohunovsky (UFPR) e Anisha Vetter (UNICAMP), apresenta a diversidade do alemão em sala de aula e conta com diversas apresentações. DACH(L): a diversidade linguística e cultural dos países de língua alemã na teoria e em sala de aula. As apresentações dessa seção começam na quarta-feira, 24 de novembro, às 14h.

Além disso, a palestra de abertura do evento, proferida por Kathrin Rosenfield (UFRGS), trata da obra de Robert Musil: Robert Musil, pioneiro do pensamento plural: uma releitura no Brasil de hoje. A palestra será exibida às 9h30 da quarta-feira, 24 de novembro.

É possível se inscrever e acompanhar a programação do evento gratuitamente. Mais informações no site do evento.

ABEG prorroga o prazo de inscrição de comunicações

O 4º Congresso da Associação de Estudos Germanísticos prorroga o prazo de inscrição de comunicações para o dia 24 de outubro. O evento acontece entre os dias 24 e 26 de novembro de 2021 em formato online. Clique aqui para ver as propostas de seções e aqui para acessar os resumos.

Também convidamos todas e todos a conhecer a seção DACH(L): a diversidade linguística e cultural dos países de língua alemã na teoria e em sala de aula, organizada por Ruth Bohunovsky (UFPR), coordenadora do Centro Austríaco, e Anisha Vetter (UNICAMP). Confira a descrição:

DACH(L): a diversidade linguística e cultural dos países de língua alemã na teoria e em sala de aula
Criado nos anos 1990 para substituir as “ABCD-Thesen”, o conceito “DACH(L)” – acrônimo que representa os três países de língua alemã Alemanha (D), Áustria (A) e Suíça (CH), assim como a pequena Liechtenstein – continua presente e relevante na área de ensino/aprendizagem de alemão como segunda língua/língua estrangeira. A coletânea Weitergedacht – Das DACH-Prinzip in der Praxis (Shafer, Middeke, Hägi-Mead, Schweiger 2020) – que, aliás, foi publicada integral e gratuitamente na internet – mostra a atual diversidade de abordagens teóricas e práticas relativas à questão de como, porque e em que medida abordar em sala de aula assuntos ligados à diversidade cultural e linguística dos países de língua alemã. Hoje, há unanimidade de que as três variações nacionais do idioma alemão, o alemão, o austríaco e o suíço, são igualmente corretas e que temas e discursos relacionados com todos os países e regiões de língua alemã devem ser integrados no ensino, em livros didáticos e em provas oficiais. Partindo dessas premissas, esta sessão tem como objetivo refletir como o conceito DACH(L) pode e deve fazer parte do ensino de alemão como LE no Brasil, um país muito distante dos países de língua alemã e onde a maioria dos aprendizes se encontra em níveis iniciais. Convidamos a participar da nossa sessão todas e todos interessadas/os em questões como: a diversidade linguística do alemão, isto é, as três variações nacionais consideradas Standarddeutsch, pode e/ou deve ser levada em consideração no ensino da língua no Brasil? Em que momento, em que medida e com que material didático esse tema deve ser abordado? Como podemos tratar de assuntos culturais relacionados aos diversos países e regiões de língua alemã, sem lançar mão de estereótipos turísticos e/ou culturais? Como podemos entender o conceito de “cultura” no intuito de estabelecer um diálogo entre a teoria e a prática? Quais as abordagens teóricas e didáticas mais úteis, mais atuais ou mais relevantes para nos ajudar a estabelecer esse diálogo de uma maneira viável para os docentes e benéfica para os aprendizes?

Anisha Vetter (UNICAMP)
Ruth Bohunovsky (UFPR)

Em caso de dúvidas, escrever para ruth.bohunovsky@gmail.com. As propostas de comunicações podem ser enviadas para o mesmo endereço.

5 razões para estudar na Áustria

por Cristina Rettenberger

Áustria, um país pequeno com uma influência mundial grande: Seja na área da psicologia com Freud, da arte com Klimt ou da música com as sinfonias de Mozart, existem razões de sobra para mostrar porque a experiência de estudar na Áustria pode ser uma das melhores decisões em sua vida.

Aqui apresentamos cinco razões para estudar no país:

  1. Arquitetura, arte, música e literatura
Belvedere, em Viena

Do centro histórico de Salzburgo, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, à incrível arquitetura clássica vienense, uma mistura incomparável entre o moderno e o antigo, com suas carruagens e seus palácios, a Áustria tem algo para todos. Clássico e moderno se unem em uma simbiose perfeita, natureza e tecnologia consolidam laços sustentáveis ​​sem perder a beleza. Esta é a Áustria.

2. Conheça a natureza

Hallstatt

Montanhas majestosas cercadas por lagos mágicos e florestas exuberantes, esta é a Áustria. Dê uma escapada no inverno para esquiar nos Alpes e no verão para nadar nos lagos pitorescos do país. Se você adora esportes ao ar livre, a Áustria irá surpreendê-lo com com sua beleza e majestade.

3. Viena: a cidade com a melhor qualidade de vida do mundo

Viena sem dúvida bateu um recorde, sendo por dez anos eleita a cidade com melhor qualidade de vida do mundo! Seja cultura, tempo livre, clima econômico, política ou segurança social, Viena é e continua a ser uma cidade com a qual muitos podem aprender.

4. Comida e bebida deliciosa

Você adora café? Então a Áustria é definitivamente o seu lugar! A cultura do café tem uma longa tradição no país, até os maiores pensadores deram rédea solta à sua inspiração nos cafés mais antigos da Áustria … Lá, junto com uma Sachertorte ou um Apfelstrudel, não pode faltar nada para ser feliz.

5. Áustria: o coração da Europa

Em uma viagem de trem saindo da Áustria, você pode saborear um delicioso gelatto na bela Itália ou uma cerveja na Oktoberfest de Munique. Graças às excelentes ligações de mobilidade entre os países vizinhos, em poucas horas poderá dar uma ideia dos 8 países que circundam o coração da Europa.

Quer saber mais? Descubra aqui bolsas e possibilidades de financiamento de estudos na Áustria.

Conferência internacional de Professores de Alemão (IDT 2022), em Viena, está com chamada aberta para apresentações

A ÖDaF está organizando a XVII Conferência Internacional de Professores de Alemão (IDT 2022) em Viena, de 15 a 20 de agosto de 2022, com o tema *mit.sprache.teil.haben. A inscrição de comunicações em 55 seções pode ser feita até 20 de outubro de 2021. Clique aqui para ver mais informações.