Bolsas para a escola de inverno “A descoberta da modernidade” da Universidade de Viena

A escola se localiza em Viena, onde ainda são visíveis vestígios da cultura marcante do final do século XIX e início do século XX. O programa de duas semanas combina cursos acadêmicos de primeira classe com um extenso programa social e cultural. A rica herança cultural de Viena, especialmente os museus, levará a uma compreensão completa da contribuição do fin-de-siècle para a modernização da Europa.

Esse programa único consiste em palestras de alto nível pela manhã e excursões guiadas na cidade de Viena, bem como visitas a vários museus à tarde. Fora da estrutura das aulas, Viena oferece muitas oportunidades para explorar outras atrações culturais e históricas.

O ambiente acadêmico do curso incentiva o intercâmbio intercultural e social e favorece o entendimento mútuo entre a população estudantil internacional. Assim, os participantes ampliam seus horizontes, conhecem colegas de diferentes áreas de estudo, fazem amigos para a vida e constroem conexões para suas futuras carreiras profissionais.

Existe um vídeo para oferecer algumas impressões do univie: escola de inverno. Por favor, clique aqui para ter acesso ao material.

Dado o aspecto intercultural e interdisciplinar do programa, nossas ofertas de cursos são, sem dúvida, de interesse para estudantes de todas as áreas de estudo.

Para informações mais detalhadas sobre a universidade: escola de inverno para estudos históricos culturais, visite nossa página clicando aqui.

Também existe a possibilidade de acessar as bolsas. Para mais informação é só clicar aqui. O prazo de inscrição para a escola de inverno é 30 de novembro de 2022.

Exposição “O Rinoceronte: Cinco Séculos de Gravuras do Museu Albertina”

A exposição apresenta gravuras provenientes do maior acervo de desenhos e gravuras do mundo, o museu The ALBERTINA de Viena, localizado em um palácio de estilo neoclássico no centro da cidade, antigo palácio da família Habsburgo. Fundada em 1776, a Albertina, como é chamada pelos austríacos, conta com mais de um milhão de obras gráficas. A exposição “O Rinoceronte: Cinco Séculos de Gravuras do Museu Albertina”, em exposição no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, apresenta 154 gravuras provenientes da instituição austríaca. A mostra se organiza em uma narrativa linear, partindo do Renascimento até a era da arte contemporânea. A mostra conta a história da arte ocidental entre o período de 1466 e 1991.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

A famosa xilogravura que dá nome à exposição, “Rinoceronte”, do alemão Albrecht Dürer, é uma das obras em exposição. Xilogravura é o tipo de  gravura que utiliza uma matriz de madeira. A obra de Dürer, de traços precisos e gigantesco valor para os historiadores da arte, foi produzida através de relatos que o gravador alemão recebeu de comerciantes de Lisboa. Ou seja, Dürer nunca tinha visto tal animal na vida, o que torna seu trabalho ainda mais impressionante devido a semelhança da gravura com o animal.

Albrechet Dürer,O Rinoceronte [Das Rhinozeros], 1515. Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Devido a grande importância das obras transportadas da Áustria para o Brasil, nenhum dos artistas teve todos os trabalhos alocados em um mesmo voo – já que a perda dessas obras seria um enorme prejuízo para o patrimônio da humanidade.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

As primeiras gravuras surgiram na China no século II, chegando à Europa apenas no século XV. Essas gravações não são sinônimo de desenhos, a geração de uma imagem a partir de uma matriz pode usar diversas técnicas como xilogravura, calcogravura, litogravura, água-forte ou serigrafia. Já que essas gravuras possuem matriz, elas não são obras exclusivas, pois uma mesma matriz pode gerar diversas obras de arte. Essa característica fez com que as gravuras fossem obras que circulassem de maneira rápida entre os países, mas que também fossem menos valorizadas.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

A mostra no Instituto Tomie Ohtake mostra também uma série de gravuras de grandes artistas austríacos, como Oskar Kokoschka, Gustav Klimt e Egon Schiele. A obra deste último possui poucas gravuras, mas algumas delas fazem parte da exposição. Na gravura abaixo, “De Cócoras” (1914), o artista tenta desvendar a psicologia das massas, ignorando tudo o que é superficial.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Confira abaixo mais algumas imagens de obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Gustav Klimt.
Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’
Oskar Kokoschka, Apanhadora de algodão [Baumwollpflückerin], 1908. Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Conversa com a autora Melanie Laibl já está disponível no YouTube do Centro Austríaco

Já está disponível no YouTube do Centro Austríaco a conversa “Kinderliteratur: Lust auf Sprache wecken”, com Melanie Laibl. Durante a conversa, a autora austríaca de livros infantis nos conta como combinar imaginação e conhecimento de forma a despertar o interesse das crianças em aprender alemão e conhecer o mundo. Ela também fala sobre seu trabalho como escritora. Seus contos de linguagem lúdica já receberam diversos prêmios, incluindo o Prêmio de Literatura Infantil da Cidade de Viena e o Prêmio do Livro de Ciências na categoria Conhecimento Júnior. É possível ver mais informações sobre a autora e seus contos em seu site clicando aqui.

Grupo de São Paulo encena peça de Elfriede Jelinek

O Teatro do Fim do Mundo traz para os palcos de São Paulo uma montagem da peça Ulrike Maria Stuart, de autoria da vencedora do prêmio Nobel de Literatura austríaca Elfriede Jelinek. Com o título O Caso Meinhof, o texto foi dividido em três programas de 50 minutos, que podem ser vistos em conjunto ou de forma independente. A peça estará em cartaz entre os dias 9 e 25 de setembro de 2022, de sexta-feira a domingo. Veja mais informações aqui.

A peça, inspirada no texto de Jelinek, discute o fracasso e a herança dos movimentos revolucionários do século XX, além de debater a presença das mulheres na liderança política. Para isso, parte da história da RAF, grupo terrorista alemão dos anos 70, liderado por Ulrike Meinhof e Gudrun Ensslin.

Para narrar essa história, o grupo transformou a trajetória de vida da terrorista Ulrike Meinhof em um podcast, apresentado em cena pelos filhos da guerrilheira, vividos por Artur Kon e Mariana Otero. A história se divide em três episódios: todas as noites, o elenco – completado por Carla Massa, Clayton Mariano, Maria Tendlau e Marilene Grama – apresenta 3 programas de 50 minutos cada. O público pode ver os episódios de maneira independente ou assistir um espetáculo de quase 3 horas numa noite, com dois intervalos. 

O projeto foi contemplado pela 12ª Edição do Prêmio Zé Renato da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo

Do histórico ao fantasioso

O espetáculo parte de um fato curioso: os quatro principais integrantes da RAF (ou Grupo Baader-Meinhof) tiveram seus cérebros retirados para estudos após a morte na prisão. Houve inclusive quem afirmasse que uma lesão no de Ulrike teria sido responsável pelo comportamento violento e consequentemente sua atividade de terrorista. Só décadas depois a filha (já adulta) de Meinhof conseguiu na justiça reaver e enterrar o cérebro da mãe; nessa ocasião, descobriu-se que os três outros haviam desaparecido misteriosamente.

A partir desses estranhos fatos, a peça do Teatro do Fim do Mundo inventa o misterioso roubo do cérebro de Ulrike: na verdade os próprios filhos dela teriam se reapossado do encéfalo preservado em um vidro, para tentar se comunicar com ele. Então, na casa de seu pai reacionário (onde moram desde que ela entrou para a clandestinidade), fazem um podcast para investigar a verdade sobre a morte da mãe. A cada episódio confrontam um entrevistado envolvido na história, mesmo que para isso precisem buscar meios pouco convencionais de comunicação, inclusive com os mortos.

Sobre o Teatro do Fim do Mundo

O Teatro do Fim do Mundo é uma plataforma criada por Artur Kon em 2016 para juntar-se a outros artistas interessados em pensar o que pode ou deve fazer o teatro diante da destruição social experimentada desde aquele momento no Brasil e no mundo, desafiando a perplexidade e impotência que parecia dominar. Em seus primeiros trabalhos, deparou-se com a dramaturgia radical da austríaca Elfriede Jelinek, cuja obra busca revitalizar uma tradição de teatro político fazendo-a enfrentar sem subterfúgios as dificuldades e impasses impostos pelo presente. Em Sem Luz, uma catástrofe nuclear servia de metáfora e lugar concreto para pensar a continuidade da existência em uma situação de total desorientação. Agora, em O caso Meinhof, a história de derrotas da esquerda no século XX traz para essa reflexão um caráter explícito e urgente.

Lançamento do livro Imperatriz Leopoldina: Um Grito de Independência

No dia 5 de setembro às 19 horas acontecerá o lançamento do livro “Imperatriz Leopoldina: Um Grito de Independência” no Colégio Visconde de Porto Seguro campus Morumbi – SP. O evento também será transmitido on-line pelo canal do Youtube do Instituto Martius-Staden.

O livro conta a história da Imperatriz Leopoldina e sua participação direta no processo de Independência do Brasil, assim como outros aspectos de sua vida e um novo olhar sobre o papel da mulher na história brasileira.

O Centro Austríaco também possuí um material didático sobre essa figura histórica e o evento “Dona Leopoldina, uma arquiduquesa da Áustria, na terra das fadas e a independência do Brasil” disponibilizado no Youtube.

Deutscher Buch Preis 2022

O Deutscher Buch Preis é um prêmio renomado concedido anualmente ao melhor romance em língua alemã do ano. Os 20 indicados para o prêmio de 2022 foram anunciados essa semana – a lista completa pode ser conferida no site do prêmio. (https://www.deutscher-buchpreis.de) Entre eles, se encontram alguns autores austríacos: 

Marie Gamillscheg concorre ao prêmio com o seu segundo romance, “Aufruhr der Meerestiere” (A Rebelião dos Animais Marítimos, em tradução livre). O livro é sobre uma mulher chamada Luise que volta a morar em Graz, sua cidade natal (assim como a autora), mas para isso precisa rever seu pai enfermo e reatar a relação entre os dois. O livro busca explorar os laços entre homem e natureza e os laços familiares, trazendo tais sentimentos à tona para o leitor. 

Reinhard Kaiser-Mühlecker, nascido em Hallwang, também traz um drama familiar com o livro “Wilderer” (Caçador), explorando como os aspectos filosóficos do existencialismo e do mundo contemporâneo podem afetar o psicológico de todos, até mesmo de Jacob, um pai e marido antes feliz com sua vida serena, mas que agora luta contra sentimentos de raiva que a um tempo não sentia.

Anna Kim nasceu na Coréia do Sul, mas se mudou para a Áustria poucos anos depois. Laureada austríaca do prêmio European Union Prize for Literature de 2012, agora concorre com o livro “Geschichte eines Kindes” (História de uma criança, em tradução livre) pelo DBP. Seu novo romance é baseado numa história real que se passa em 1953 nos Estados Unidos durante o período da segregação racial, trazendo críticas ao sistema e a sociedade racista, que chegam até os tempos atuais. 

O resultado final do prêmio será anunciado em outubro. Nenhum dos livros indicados foi traduzido para o português até o momento.

“Kalliope: Mulheres na sociedade, na cultura e na ciência” agora em Viena.

Durante o dia 15 ao dia 20 de Agosto de 2022, a exposição “Kalliope: Mulheres na sociedade, na cultura e na ciência” está sendo exibida no XVII. Internationale Tagung der Deutschlehrerinnen und Deutschlehrer em Viena, Áustria. 

A IDT é a conferência internacional de professores da língua alemã com o maior fórum de alemão como língua estrangeira do mundo. Em 2022, sua organização está sendo composta pela Associação internacional de professores de língua alemã e pela associação austríaca de língua alemã como língua estrangeira. 

Não é a primeira vez que o país está sediando esse evento, também foi o anfitrião de 1971 em Salzburg, 1989 em Viena e 2005 em Graz. É esperado a presença de três mil pessoas vindas de todo o globo, entre elas, especialistas de diferentes locais.

A IDT é organizada com o auxílio de instituições locais e internacionais e por meio de patrocinadores. A professora Ruth Bohunovsky do Departamento de Alemão, Polonês e Letras Clássicas (DEPAC), acompanhada de suas alunas Alessandra de Freitas e Camila Meirelles estão participando e apresentando projetos do Centro Austríaco.

Para saber mais sobre a exposição clique aqui.

Impulstanzfestival: evento onde Brasil e Áustria se encontram

Todos os anos, em Viena, a dança e a performance são celebradas nas ruas, nos palcos e nas oficinas. Este é o Impulstanz, um dos festivais de dança e performance mais importantes do mundo e o maior festival de dança da Europa. Não teria acontecido sem Karl Regensburger, o gestor cultural austríaco, e o bailarino e coreógrafo brasileiro Ismael Ivo. Tudo começou em 1984, com seis professores e 20 oficinas de dança. Mas foi a partir de 1989, após a queda do muro de Berlim e a progressiva unificação na Europa, que Viena se tornou um centro de intercâmbio europeu e, assim, ressurgiu a esperança de um futuro melhor para a arte e a cultura. Viena, conhecida como a cidade da música, recuperou uma nova identidade com Impulstanz, graças à paixão e entusiasmo de seus fundadores: “É possível, nunca perca a esperança de mudança!” disse que Ivo ao ser premiado com a Cruz de Honra pela Ciência e Arte em 2019 (citação: Kurier.at).

Saiba mais sobre esse artista incrível neste vídeo:

Ismael Ivo morreu aos 66 anos de idade de COVID em sua cidade natal, São Paulo. Seu pai era um trabalhador e sua mãe faxineira. Depois de estudar ciências sociais, filosofia e psicologia em São Paulo e ao mesmo tempo se formar em dança, passou para o cenário internacional como cofundador da Impulstanz. Karl Regensburger o descreve como um amigo incrível e um excelente professor. Por mais irônico que possa parecer, Regensburger vem de uma formação completamente diferente: se formou em administração e, segundo ele mesmo, quase nunca dança. No entanto, depois de trabalhar em um banco, foi para o mundo da arte e sem ele e Ivo este festival não existiria hoje. Astuto em números e assuntos financeiros e romântico em termos de arte, ele tem os ingredientes para que Impulstanz ressurja anualmente. Segundo ele, as artes não devem perder de vista a sociedade e se tornar um simples subsistema. Hoje, a pesquisa para bailarinos e coreógrafos profissionais é um novo pilar deste enorme projeto, no qual culturas de todo o mundo criam uma atmosfera e experiência como nenhuma outra.

Conheça alguns dos museus de Viena virtualmente

Você quer conhecer um pouco Viena no conforto de sua casa com tours 3D ou life-tours? Ou ainda visitar alguns dos museus mais conhecidos e conhecer sua riqueza cultural e histórica com um clique?

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Aqui estão algumas possibilidades para você iniciar sua jornada virtual:

O perfil @viennatouristboard no Instagram organiza regularmente life-tours, ao vivo, de vários museus da cidade.

O Museu Leopold exibe arte dos anos 1900 em Viena e também oferece tours virtuais gratuitos em alemão. Clique aqui para ver as datas disponíveis.

Além disso, muitos museus oferecem registros virtuais em 3D de obras do seu acervo, como por exemplo o Museu de História da Arte (Kunsthistorisches Museum Wien), e o Museu de Ciências Naturais (NHM Wien).

O Google Arts and Culture também permite que você conheça vários museus ao redor do mundo, inclusive alguns em Viena, como o Belvedere.

Outra oportunidade para aprender mais sobre arte e cultura em Viena é com os vídeos do Markus Hübl no YouTube. Neste vídeo apresenta a Adolf Loos, um dois arquitetos mais importantes na história de Áustria:

Rádio austríaca apresenta versão radiofônica da peça “O Fazedor de Teatro”, de Bernhard

O Fazedor de Teatro [Der Theatermacher], uma das peças mais icônicas, mais encenadas e mais engraçadas de Thomas Bernhard, ganhou recentemente uma versão radiofônica, com Peter Simonischek, um dos maiores atores do teatro vienense, no papel do protagonista Bruscon. Esse “fazedor de teatro” chega, junto com sua esposa e seu filho, a um pequeno vilarejo no interior da Áustria para apresentar sua peça “A roda da história” no palco improvisado da estalagem rural. Figura autoritária, patética e ridícula ao mesmo tempo, Bruscon oscila entre sua ambição megalomaníaca de deixar uma peça perfeita que o permita tornar-se um gênio eterno da dramaturgia mundial e a realidade que o cerca: a necessidade de se apresentar numa cidadezinha do interior com apenas 280 habitantes, cujo nome Utzbach nunca ouvira falar antes e onde não se escapa nem do cheiro dos porcos que habitam os estábulos ao redor nem da culinária precária. No Brasil, a peça foi traduzida por Samir Signeu e publicada pela editora Perspectiva

É possível ouvir a versão radiofônica gratuitamente até 15 de julho, na rádio Ö1: https://radiothek.orf.at/oe1/20220709/685179?origin=oe1.orf.at. Mais informações sobre a peça também em: https://oe1.orf.at/artikel/695539/Bernhards-Theatermacher-erstmals-als-Hoerspiel

Por Mayer Bruno em Wikipédia em alemão, CC BY 2.5, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=7738483