O Laboratório de Teoria e Crítica de Tradução Literária da Universidade Federal do Paraná organiza, nos dias 08 e 29 de julho, um evento em homenagem aos 101 anos do nascimento de Paul Celan.
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O evento será transmitido pelo canal no YouTube do Pragrama de Pós-Graduação em Letras da UFPR.
Já está disponível no site do Centro Austríaco uma lista de bolsas e oportunidades de estudo na Áustria. Veja mais:
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O levantamento foi realizado por Cristina Rettenberger, leitora da Agência de Intercâmbio Acadêmico da Áustria (OeAD), e teve os resultados apresentados em um evento na Semana da Língua Alemã de 2021. Abaixo, disponibilizamos também o material usado para divulgação:
A Österreichische Gesellschaft für Exilforschung convida todos e todas para a palestra ,,Schreckliche Sehsucht nach Brasil sucht mich heim”: Paula Ludwig und die brasilianische Exilerfahrung – Relationen zu ihrem dichterischen Werk (em alemão), ministrada pela doutoranda Mariana Holms.
Paula Ludwig nasceu em 1900 na Áustria e viveu no Brasil entre os anos de 1940 e 1953. A palestra explora as experiências da autora no país, quais as influências brasileiras em sua obra e qual imagem do país é apresentada em sua poesia.
A palestrante Mariana Holms é doutoranda em Língua e Literatura Alemã pela USP e atualmente é bolsista da OeAD e realiza sua pesquisa em Viena.
Com mais de 94.000 alunos, é uma das maiores universidades da Europa e a maior e mais antiga entre os países de língua alemã. Foi fundada em 1365 em Viena. Visite o site para saber mais!
Esta universidade não fica nem um pouco para trás: é a maior da Áustria na área das ciências técnicas e naturais. Mais de 4.000 cientistas conduzem suas pesquisas lá. O nível da pesquisa científica é, sem dúvida, excelente! Quer saber mais? Clique aqui.
Nesta universidade você encontra uma grande variedade de áreas de estudo. Além disso, com apenas algumas exceções, a universidade não tem restrição de admissão: quem se candidatar, recebe uma vaga! Deixamos aqui o link, além deste vídeo, no qual você poderá conhecer as belezas deste lugar e suas inúmeras atividades:
E se, de um dia para o outro, o nosso mundo desabasse? Se, de repente, nos encontrássemos sozinhos, rodeados da nossa cidade em ruínas, da nossa casa destruída e sem nenhum ser conhecido por perto?
Ou se aquilo que é tido por muitos como o começo do fim da vida, a saída de casa dos filhos e a chegada da aposentadoria, fosse aproveitado como o começo de uma vida nova, longe dos padrões, convenções e medos que tanto nos dominaram até agora?
São questões dessa natureza que levam Karin Peschka, nascida no interior da Áustria em 1967, a escrever. E que tornam sua literatura relevante para os leitores e as leitoras de hoje.
Para conhecer melhor a autora:
(Em alemão)
(Em alemão)
Em junho, a autora participa de um evento organizado pelo Centro Austríaco como parte da Semana da Língua Alemã 2021.
Nesse evento, a autora vai ler trechos de dois romances de sua autoria, “Autolyse Wien” [Autolise Viena] e “Putzt euch, tanzt, lacht” [Arrumem-se, dancem, riam!]. À leitura em língua alemã segue a apresentação da respectiva versão em língua portuguesa. Assim, temos a possibilidade não apenas de conhecer e conversar com uma das autoras mais populares da Áustria contemporânea, mas também de nos aproximar de seus livros, ainda sem tradução no Brasil.
Uma busca rápida pelo nome de Friederike Mayröcker no Google nos releva tratar-se de uma das maiores escritoras do século XX e XXI. Ainda pouco conhecida no Brasil, Mayröcker nasceu em 1924, há quase cem anos, em Viena. Os primeiros anos de vida foram tumultuados: não bastasse a meningite que a deixou seriamente doente na infância, os anos que se seguiram foram marcados pelas dificuldades econômicas do entre-guerras e mais tarde pela própria eclosão da Segunda Guerra Mundial. Em 1946 publica seus primeiros poemas na revista antinazista Plan. Alguns anos depois, em 1956, publica seu primeiro livro: Larifari: Ein konfuses Buch [Larifari: Um livro confuso]. O título já demonstrava a vontade de transpassar os limites do convencional e do normativo, afinal, Larifari, em alemão, é uma gíria para designar tagarelice sem sentido ou conversa absurda. A estreia passou quase que completamente despercebida, entretanto era o início da obra daquela que viria a se tornar uma das mais profícuas autoras da língua alemã.
Por esses anos Mayröcker aproxima-se do Grupo de Viena, importante grupo literário formado por escritores interessados nas experiências formais dos movimentos de vanguarda como modo de recriar a linguagem poética após a guerra. A poeta não chega a integrar diretamente o movimento, mas em 1954 encontra Ernst Jandl, um dos seus membros. Jandl e Mayröcker não apenas se tornam companheiros de vida, mas desenvolvem uma verdadeira relação literária, movida pelo amor à linguagem que ambos compartilhavam, por vezes dividindo leituras públicas e divulgando textos um do outro. Com a morte do poeta em 2000, a memória dessa relação foi materializada no livro de 2005 Und ich schüttelte einen Liebling [E eu abanei um amado], homenagem póstuma aos anos vividos com o companheiro e também tocante testemunho de um trabalho de luto.
A aproximação com os movimentos de vanguarda marcou a linguagem poética de Mayröcker e diversos de seus textos levam essas características, principalmente advindas surrealismo. Porém, não se reduziram a esses princípios. Altamente inventiva, Mayröcker desenvolveu uma das linguagens mais singulares da literatura alemã do século XX, misturando marcas dialetais, línguas estrangeiras, associações livres, gírias e cultura pop. Além disso, é notória a presença da música e do canto como princípios estruturantes em seus poemas, que são marcados pela profusão formal de ecos, rimas inesperadas, repetições, combinações linguísticas, desvios sintáticos e uma verborragia controlada, extremamente precisa em termos de vocabulário e, com frequência, associada às ciências botânicas, agregando à fisicalidade do corpo humano potentes imagens naturais. Mayröcker também utilizou amplamente procedimentos de colagem e montagem, que geravam por vezes a impressão de uma multiplicidade de vozes em suas obras. Artista versátil, também desenhou, compôs libreto de ópera, escreveu histórias infantis e, talvez tão importante quanto a poesia e a prosa, escreveu diversas peças radiofônicas, inclusive em parceria com Jandl. Sua entrega à escrita foi incansável e resultou numa obra de mais de 80 livros, sendo o último, da ich morgens und moosgrün. Ans Fenster trete (algo próximo de “pois eu de manhã e verde-musgo. Chego à janela”), publicado no ano passado pela editora Suhrkamp. A lista de prêmios ganhos, também, não é de número pequeno, e entre eles estão o Prêmio Peter Huchel e aquele que é, provavelmente, o mais importante prêmio da língua alemã, o Prêmio Georg Büchner.
Apesar de ser uma lacuna no mercado editorial brasileiro, sua língua circula na nossa ao menos desde 1994, quando o poeta Leonardo Froés traduziu o poema Wird welken wie Gras (na tradução: “Vai secar como a grama”) para uma edição da Revista Poesia Sempre, que pode ser acessada aqui. Todavia, o principal divulgador da poesia de Mayröcker no Brasil é o poeta Ricardo Domeneck, que traduziu e publicou uma seleta de poemas no seu antigo (e muito vivo) blog “modo de usar & co”, que podem ser acessados aqui e aqui. Um viva aos tradutores, que como um dia escreveu Ana Martins Marques sobre um poema, são meus únicos heróis. Também não falta material na internet sobre Mayröcker, como vídeos de algumas de suas leituras, sempre em seus trajes pretos, tal esta aqui, de 2016.
Ontem, no dia 4 de junho de 2021, Friederike Mayröcker faleceu em Viena. A língua teve um dia triste, mas é grata pelo privilégio do amor de uma de suas maiores artífices. Viva, Fritzi!
São Paulo, Rio de Janeiro, Paris, Buenos Aires ou Tel Aviv… O jornalista arquitetônico Wojciech Czaja redescobriu o mundo em meio a uma pandemia e sem sair de sua cidade com a perspectiva certa e muita imaginação.
Blocos de concreto que, para Wojciech Czaja, poderiam estar em São Paulo
Tudo começou com Meidling, um bairro vienense: uma foto postada no Facebook com a legenda “quase Tel Aviv”. A foto o fez sentir “Fernweh”, o que em alemão significa nostalgia do estrangeiro, do estranho, um sentimento que se tornou comum para muitos durante a pandemia. Foi assim que Czaja decidiu fazer uma viagem pelo mundo no coração da Áustria.
Não é incomum encontrar jogos arquitetônicos como este no Japão, especialmente em arranha-céus e torres, mas essa foto foi tirada perto da principal estação ferroviária de Viena.
Essas fotos associativas nos lembram o valor histórico cultural que existe na riqueza arquitetônica desta metrópole. Convida-nos a ver o quotidiano com novos olhos, com olhos de viajante. Quem diria que o mundo se esconde diante de nossos olhos! Pois quando um espírito viajante não pode viajar, ele viaja de qualquer maneira. E você, já quase viajou?
O Centro Austríaco organiza dois eventos da Semana da Língua Alemã 2021: um encontro com a autora austríaca Karin Peschka e uma apresentação de bolsas e oportunidades de estudo com a professora leitora da Agência de Intercâmbio Acadêmico da Áustria (OeAD).
Os dois eventos serão via Zoom. Os links de acesso serão enviados para pessoas inscritas.
Encontro com Karin Peschka: 16 de junho, 15h
Nesse evento, a autora vai ler trechos de dois romances de sua autoria, “Autolyse Wien” [Autolise Viena] e “Putzt euch, tanzt, lacht” [Arrumem-se, dancem, riem!]. À leitura em língua alemão segue a apresentação da respectiva versão em língua portuguesa. Assim, temos a possibilidade não apenas de conhecer e conversar com uma das autoras mais populares da Áustria contemporânea, mas também de nos aproximar de seus livros, ainda sem tradução no Brasil. Clique aqui para se inscrever.
Estudar na Áustria: Cursos e Bolsas: 18 de junho, 15h
Quer saber como você pode realizar seu sonho de estudar no exterior e conhecer uma nova cultura? Nesse evento, Cristina Rettenberger, professora leitora da Agência de Intercâmbio Acadêmico da Áustria (OeAD), oferece uma visão geral sobre as possibilidades de cursos e bolsas na Áustria, em diferentes áreas de conhecimento:
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Após a apresentação, você terá a oportunidade de tirar dúvidas e receber conselhos pessoais sobre suas questões específicas.
Com a reabertura dos teatros e espaços culturais, o Burgtheater de Viena apresenta uma nova montagem da peça Die Jagdgesellschaft [Sociedade de Caça, ainda sem tradução publicada no Brasil], de Thomas Bernhard, com a direção de Lucia Bihler.
Na peça, um grupo se encontra em um alojamento de caça no meio de uma floresta que, enquanto isso, é tomada por Borkenkäfer, um tipo de parasita que entra nas cascas das árvores e as corrói. Na peça de Bernhard, o inseto se torna um símbolo de uma sociedade que não percebe que está se auto-destruindo. Veja mais informações sobre a montagem aqui.
A tradução de peças do Thomas Bernhard faz parte dos trabalhos em desenvolvimento no Centro Áustríaco (clique aqui para saber mais). Como resultado, já foi publicada a peça O Presidente (Trad. Gisele Eberspächer e Paulo Rogério Pacheco, com supervisão de Ruth Bohunovsky, Editora UFPR).
Foi hoje ao ar um episódio do podcast Deutschguês sobre a Áustria e o Centro Austríaco com participação da nossa coordenadora, Ruth Bohunovsky. Na conversa, Ruth fala sobre as diferenças entre os dialetos alemãs da Alemanha e da Áustria, além de várias informações culturais sobre o país.
O Deutschguês é produzido pela professora de alemão Raquel Menezes. Formada em Letras Português-Alemão pela UFRJ, especialista em Ensino de Alemão como Língua Estrangeira pela UERJ e mestre em Estudos Linguísticos pela UFPR e pela Universität Leipzig. Além do produzir o podcast, Raquel trabalha como professora na UNICENTRO. Saiba mais sobre ela e o projeto aqui.