Quem é Elfriede Jelinek? Saiba mais sobre a autora em novo material do Centro Austr´íaco

O Centro Austríaco lança um novo material sobre a obra de Elfriede Jelinek no Brasil. A pesquisa foi feita pelo aluno de Iniciação Científica Alisson Guilherme Ferreira e conta com trechos traduzidos da obra da escritora austríaca, assim como um levantamento das suas obras publicadas no Brasil e sua recepção em ambientes acadêmicos e midiáticos. Veja o material aqui.

Nobel de Literatura de 2004, Jelinek se destaca como um dos grandes pilares do teatro austríaco, com peças inteligentes e provocativas, na mesma medida que sagazes e cômicas, partindo muitas vezes de acontecimentos e tragédias da vida real para gerar reflexão sobre gênero, classe, política etc., em que os temas nunca se esgotam, mas se desdobram num macramê linguístico.

A publicação faz parte de um projeto do Centro Austríaco de divulgar e traduzir (integralmente ou pelo menos em parte) textos dramáticos de língua alemã. Nosso objetivo é apresentar dramaturgos (sobretudo) do teatro austríaco (modernos e contemporâneos), com a disponibilização de informações relevantes a respeito de suas vidas e em especial de suas obras dramatúrgicas. Saiba mais sobre o projeto aqui e conheça os demais materiais já publicados: Wolfgang Bauer e Thomas Bernhard.

Simpósio “A elaboração de material didático para o ensino de alemão no Brasil”

Nos dias 24 e 25 de outubro aconteceu o simpósio sobre a elaboração de material didático para o ensino de alemão no Brasil. Profissionais da área e interessados viajaram de diversas cidades brasileiras para participar desse evento único, organizado principalmente pelos professores Thiago Mariano e Ruth Bohunovsky da Universidade Federal do Paraná.

Na abertura, também participaram Ricardo Marcelo Fonseca, reitor da UFPR, Judith Schildberger, ministra conselheira da embaixada austríaca, Denise Abreu e Lima (UFSCAR), coordenadora nacional da Rede ANDifes Idiomas Sem Fronteiras e Jochen Hellmann, diretor do DAAD no Brasil. A introdução do evento enfatizou a importância desse tipo de projetos, que contribui para a formação de professores, a democratização do ensino e promove o intercâmbio internacional, além de incentivar a educação sobre a diversidade cultural linguística.

Após a abertura, Poliana Arantres (UERJ) tomou a palavra, enfatizando o problema dos livros didáticos que representam dispositivos de poder e a necessidade de uma análise crítica deles. Os livros didáticos alemães são muitas vezes produzidos fora do país por uma equipe de especialistas dentro do contexto europeu, elaborados com conteúdo que não leva em conta a realidade específica de contextos específicos fora da Europa e muitas vezes cai em clichês e estereótipos ao tentar representar conteúdo cultural. A ausência de livros didáticos críticos, a homogeneização e a falta de investimento na representatividade das comunidades brasileiras, que, portanto, não se identificam com os temas, são alguns dos problemas centrais. Portanto, há uma necessidade política de desmantelamento e atividades mais contextualizadas com princípios claros, como espaço de crítica, produção coletiva, representação discursiva e multilíngue, quebra do mito monolíngue e desconstrução de clichês. 

O projeto editorial Zeitgeist com interface digital também foi introduzida pela professora Dörthe Uphoff (Universidade de São Paulo). Os cinco pontos de partida deste projeto abordam a missão do CEL_Unicamp, que busca acima de tudo promover a formação de pessoas críticas em realidades multiculturais e o respeito à diversidade linguística e cultural. Outros aspectos centrais para a criação do material são a inclusão de textos autênticos desde o início, o uso do português como língua de mediação e a promoção da autonomia segundo a concepção freiriana, entre outros.

Da mesma forma, ocorreu a apresentação do Centro Austríaco e seu projeto de produção de material didático, liderado por Ruth Bohunovsky, a aluna Alessandra Freitas mostrou um exemplo específico do material produzido sobre a cantora Conchita Wurst, disponível aqui. Esse projeto conta com o apoio da OeAD, Agência Austríaca para a Educação e Internacionalização e, portanto, também com a leitora da OeAD, Cristina Rettenberger. A OeAD possui sua própria plataforma online gratuita para materiais didáticos e eventos de formação online para professores nesta página: kulturundsprache.at.

Além disso, o evento contou com a presença da leitora do DAAD Sabine Reiter (UFPR), que apresentou a iniciativa e necessidade do desenvolvimento de um banco de dados de materiais didáticos para o ensino de alemão nas escolas brasileiras, para que os professores possam preparar suas aulas individualmente tendo acesso gratuito a essa plataforma. Dado o crescente interesse pela língua alemã cada vez mais por jovens principiantes, esta iniciativa responde às necessidades e tendências atuais nesta área.

A leitora do DAAD Reseda Streb (UFC) também participou deste evento, explicando a iniciativa DHoch3, que tem uma estrutura semelhante à de um livro didático em plataforma online com possibilidade de materiais complementares para ensinar, literatura científica adicional e muito mais. Esta iniciativa promove a formação gratuita de professores para poderem utilizar a plataforma para o ensino de alemão.

Sob o título “Alemão para fins acadêmicos” o professor Ebak Bolacio Fliho (UFF) introduz um curso, cujo objetivo principal é preparar os alunos para o cotidiano universitário e as tradições acadêmicas na Alemanha, pois muitas vezes há falta de conhecimento sobre esses temas, apesar da grande interesse na Alemanha como um lugar acadêmico. O trabalho contou com o apoio e colaboração de professores do DAAD, para desenvolver o curso em conjunto, desenvolvendo e selecionando diferentes materiais, enfatizando sobretudo estratégias de leitura e escrita para fins acadêmicos, mas ao mesmo tempo preparando os alunos para o encontro intercultural.

O dia 24 teve um encerramento festivo com o convite da professora Catarina Portinho Nalauck (UFPR) para a colação de Grau da segunda licenciatura em Letras do Alemão do projeto PARFOR.

 No dia 25 de outubro aconteceu a apresentação da rede Anfides Línguas Sem Fronteiras. Denise Abreu e Lima (UFSCAR) e Thago Mariano (UFPR) apresentaram os componentes curriculares desses cursos, ressaltando a importância de que “a internacionalização só é possível com apoio e base de línguas estrangeiras”. A seguir, os alunos Mariana Ceyimbra Bouscheid e Antionio Paulo Steffen Neto da UFPR apresentaram suas experiências de participação nos cursos do IsF, analisando áreas de crescimento e fortalezas dos cursos.

O simpósio foi encerrado com sucesso, com duas oficinas de desenvolvimento de material didático para o ensino de alemão no contexto universitário brasileiro com Dörthe Uphoff (USP) e Polaina Arantes (UERJ), nas quais o público teve a oportunidade de ter mais prática sobre o processo de fazer material, acompanhado de reflexão crítica e vários aspectos a considerar na hora de fazer material.

Dessa forma, o simpósio expressou a necessidade da elaboração de materiais que melhor atendam as necessidades dos alunos no contexto brasileiro, tanto nas escolas quanto no nível universitário, que levem em conta a diversidade linguística e cultural, a reflexão crítica prepare melhor caminho para estudantes para intercâmbios com outras culturas e línguas.

Para acessar as gravações as gravações clique aqui.

Centro Austríaco lança material sobre Thomas Bernhard

O Centro Austríaco lança um novo material sobre a obra de Thomas Bernhard no Brasil. A pesquisa foi feita pela aluna de Iniciação Científica Helena Nazareno Maia e conta com trechos traduzidos da obra do escritor austríaco, assim como um levantamento das obras do autor publicadas no Brasil e sua recepção em ambientes acadêmicos e midiáticos. Veja o material aqui.

Dramaturgo, romancista e ensaísta, Thomas Bernhard ficou conhecido como uma espécie de destruidor na literatura austríaca, pela voz dura e sempre pessimista, carregada de hipérboles violentas e estruturas repetitivas – certas vezes, de efeito cômico – que emulam a estrutura de obsessões e não deixam espaço para qualquer perspectiva redentora do mundo. Na obra bernhardiana, o diálogo íntimo com os problemas da nação chegou cedo, desde a publicação de seu primeiro trabalho em prosa, o romance “anti-patriótico” ou “anti-pátria” (Anti-Heimat-RomanGeada [Frost] de 1963. A ele se seguiriam anos de intensa produção literária, marcados por constantes controversas com a crítica e o público.

A publicação faz parte de um projeto do Centro Austríaco de divulgar e traduzir (integralmente ou pelo menos em parte) textos dramáticos de língua alemã. Nosso objetivo é apresentar dramaturgos (sobretudo) do teatro austríaco (modernos e contemporâneos), com a disponibilização de informações relevantes a respeito de suas vidas e em especial de suas obras dramatúrgicas. Saiba mais sobre o projeto aqui e conheça o material já publicado sobre Wolfgang Bauer aqui.

Evento online “Was war los in Wien?”

A 3º edição da série Deutsch Vernetzt de 2022, intitulado “Was war los in Wien?”, será realizado online na sexta-feira, dia 21 de outubro, das 14 às 17 horas. O evento é uma oportunidade para conhecer mais de 20 trabalhos que professores e docentes de todo o Brasil apresentaram durante o Congresso Internacional de Professoras e Professores de Alemão (IDT) em Viena. Ruth Bohunovsky, coordenadora do Centro Austríaco, apresenta uma fala intitulada “Dach-Lehren und -Lernen in zielsprachenfernen Ländern auf Anfängerniveau” sobre o projeto acadêmico da Universidade Federal do Paraná que realiza a elaboração de materiais didáticos para o ensino a partir do princípio DACH, e Alessandra Freitas, participante do centro, fala sobre a tematização de Conchita Wurst na produção de material didático em sua apresentação intitulada “Conchita Wurst kommt zum DaFUnterricht”.

Nesse evento, vocês podem assistir de graça algumas das apresentações que foram feitas durante o Congresso Internacional de Professoras e Professores de Alemão que aconteceu em Viena, em agosto deste ano. Uma ótima oportunidade para quem tiver interesse em participar do próximo congresso, que acontecerá em 2025 em Lübeck.

Para acessar a programação completa do evento clique aqui e para fazer a inscrição acesse o link aqui.

Imperatriz Sisi volta para as telas

por Angélica Neri

Elisabeth da Baviera, mundialmente conhecida como Sissi, foi uma imperatriz da Monarquia de Habsburgo. Além de ter ocupado uma posição importante no império, sua reputação se deve à sua beleza marcante, personalidade controversa e até sua melancolia. Mesmo após mais de cem anos de sua morte, Sisi continua sendo uma figura que desperta muito interesse e curiosidade, sendo considerada um símbolo da cultura austríaca. Na minissérie recém-lançada pela Netflix, vemos uma jovem irreverente, cheia de vida e um pouco alheia aos tradicionais costumes do palácio habsburgo. 

Os seis episódios da primeira temporada retratam o enlace do jovem imperador austríaco Francisco José I (Franz Josef I) com Elisabeth. Ao mudar-se para o palácio imperial, em Viena, ela tem dificuldade de se adaptar à vida na corte por se sentir muito entediada com as obrigações das mulheres da nobreza naquela época. Para tentar se distrair da vida na corte imperial, Sisi gostava muito de cavalgar e escrever poemas – ela era fascinada pela poesia de Heinrich Heine. 

A minissérie A Imperatriz ilustra os primeiros meses após o casamento de Francisco José e Elisabeth, retratando as dificuldades enfrentadas por Sisi em sua nova vida, os embates com a sogra, a Arquiduquesa Sofia, e o crescente descontentamento do povo com o poder monárquico. Também são abordados outros momentos importantes na história do país, como a relação do império austríaco com a Rússia czarista e a França de Napoleão III.  

No cenário político, Sisi é considerada uma das responsáveis pela união monárquica com a Hungria, que resultou na formação do Império Austro-Húngaro (1867-1918), período correspondente à última fase da Monarquia de Habsburgo. Adorada pelos húngaros, o sexto e último episódio apresenta algumas nuances dessa relação de Sisi com o povo. 

Além de retratar acontecimentos históricos da época, a minissérie também mostra a vida no Palácio Imperial de Hofburg, os famosos bailes da corte austríaca – que contam, aliás, com a ilustre presença de grandes compositores como Johann Strauss e Franz Liszt. Ainda no que diz respeito ao retrato histórico, um outro aspecto interessante explorado na série é a combinação de elementos da época com elementos contemporâneos. Isso pode ser percebido de várias formas, como na representação das vestimentas ora tradicionais ora mais modernas, ou na tradicional valsa vienense com elementos de dança contemporânea, para citar alguns exemplos. Desse modo, ao assistir à minissérie, é importante ter em mente que estamos assistindo a uma adaptação e que, portanto, não se trata de uma reconstrução histórica da vida no império e dos acontecimentos daquela época.

A primeira temporada da série começou a ser gravada em 2021 e estreou no dia 29 de setembro deste ano. Estudantes de alemão e demais interessados na cultura austríaca têm muitos motivos para maratonar os seis primeiros episódios. Ainda não temos notícias de uma continuação da série, mas, uma coisa é certa; mesmo após mais de um século de sua morte, continuamos nos perguntando: Quem foi Sisi?

Clique aqui para ver um material didático sobre Sisi desenvolvido pelo Centro Austríaco.

Teatro austríaco: inovação, provocação e riso

por Alisson Guilherme Ferreira

Burgtheater, em Viena.

O teatro é, sem sombra de dúvidas, um ponto alto nas culturas e nas literaturas de expressão alemã, e é certo que a Áustria viu toda uma tradição teatral florescer após o fim da Segunda Guerra Mundial, dando continuidade a uma forte presença e relevância do teatro na vida cultural do país, acima de tudo em Viena. Surgiu uma pletora de dramaturgos (mulheres, homens e everything in between), que, com certeza, tinham e têm muito a dizer e encontraram no teatro, cada um à sua maneira, a forma (ou uma das formas) para (se) exprimir no que concerne não somente aos efeitos do pós-guerra para a Áustria e para o mundo, como no que concerne àquilo de mais íntimo do ser humano e às questões que sempre estiveram presentes nas sociedades. Além disso, não é nada incomum que, multifacetados como foram ou são, os muitos autores teatrais que vieram nessa onda enveredem por outros gêneros, afora o teatro, e obtenham também neles sucesso.

No entanto, por mais que possuam reconhecimento internacional pelas suas contribuições artísticas, com a atribuição de homenagens e prêmios importantes a eles, estes autores são, via de regra, pouco conhecidos, senão completos desconhecidos, do público brasileiro em geral. Isto se deve em boa medida ao fato de que são raras as traduções e publicações de suas obras como um todo disponíveis em língua portuguesa no país.

E, tendo em vista tanto a falta de publicação de textos dramáticos traduzidos quanto o status do teatro no Brasil, onde os recursos são escassos e onde, querendo ou não, ele não é tão prestigiado quanto poderia e deveria ser — até mesmo porque não alcança todas as classes sociais, configurando, ainda nos tempos atuais, um programa bastante elitizado —, essa escassez se reflete na falta de montagens e/ou encenações e/ou leituras dramáticas produzidas a partir das peças de dramaturgos austríacos. É claro, alguns deles desfrutam de uma maior visibilidade no círculo literário-teatral nacional, mas mesmo estes possuem um vasto acervo a ser descoberto e explorado.

Assim, o projeto do Centro Austríaco de divulgar e traduzir (integralmente ou pelo menos em parte) textos dramáticos de língua alemã se insere no referido contexto. Nosso objetivo é apresentar dramaturgos (sobretudo) do teatro austríaco (modernos e contemporâneos), com a disponibilização de informações relevantes a respeito de suas vidas e em especial de suas obras dramatúrgicas, assim como o acesso a trechos de algumas delas em tradução para o português e, por fim, um inventário, cujo conteúdo visa divulgar aquilo que foi produzido no Brasil sobre eles, a nível acadêmico, jornalístico, ensaístico e literário. Desse modo, o público interessado encontrará no nosso site informações e passagens de obras selecionadas de diversos dramaturgos austríacos que, no nosso entender, têm potencial para entrar num diálogo criativo, performático ou literário, com leitores(as), diretores(as), atrizes e atores, produtores(as) teatrais no Brasil.

O projeto dá conta, neste primeiro momento, dos seguintes autores: George Tabori, Thomas Bernhard, Wolfgang Bauer, Peter Handke e Elfriede Jelinek. E se encontram em fase de elaboração verbetes sobre Clemens Setz e Arthur Schnitzler.

Conheça mais sobre o projeto aqui.

Bolsas para a escola de inverno “A descoberta da modernidade” da Universidade de Viena

A escola se localiza em Viena, onde ainda são visíveis vestígios da cultura marcante do final do século XIX e início do século XX. O programa de duas semanas combina cursos acadêmicos de primeira classe com um extenso programa social e cultural. A rica herança cultural de Viena, especialmente os museus, levará a uma compreensão completa da contribuição do fin-de-siècle para a modernização da Europa.

Esse programa único consiste em palestras de alto nível pela manhã e excursões guiadas na cidade de Viena, bem como visitas a vários museus à tarde. Fora da estrutura das aulas, Viena oferece muitas oportunidades para explorar outras atrações culturais e históricas.

O ambiente acadêmico do curso incentiva o intercâmbio intercultural e social e favorece o entendimento mútuo entre a população estudantil internacional. Assim, os participantes ampliam seus horizontes, conhecem colegas de diferentes áreas de estudo, fazem amigos para a vida e constroem conexões para suas futuras carreiras profissionais.

Existe um vídeo para oferecer algumas impressões do univie: escola de inverno. Por favor, clique aqui para ter acesso ao material.

Dado o aspecto intercultural e interdisciplinar do programa, nossas ofertas de cursos são, sem dúvida, de interesse para estudantes de todas as áreas de estudo.

Para informações mais detalhadas sobre a universidade: escola de inverno para estudos históricos culturais, visite nossa página clicando aqui.

Também existe a possibilidade de acessar as bolsas. Para mais informação é só clicar aqui. O prazo de inscrição para a escola de inverno é 30 de novembro de 2022.

Simpósio “Elaboração de material didático para o ensino de alemão no Brasil”

O evento organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPR e pelo ISF (Idioma sem Fronteiras) em parceria com o Centro Austríaco acontecerá na UFPR nos dias 24 e 25 de outubro de 2022.

Em sua grande maioria, os livros didáticos que usamos no ensino de alemão no Brasil são importados da Alemanha e foram produzidos para aprendizes no mundo todo. Nem sempre atendem da melhor forma possível as necessidades do nosso contexto de ensino aqui no Brasil. Diante disso, nos últimos anos, alguns especialistas de instituições brasileiras de ensino têm começado a produzir material próprio e diferenciado que consideram mais adequado para o público do nosso país ou para grupos ainda mais específicos (por exemplo, discentes universitários, crianças etc.).

Nesse simpósio, serão apresentados projetos de produção de material didático atualmente em desenvolvimento em instituições de pesquisa no Brasil. O simpósio será uma oportunidade de conhecer esses projetos e suas propostas, conversar com os autores e as autoras e discutir com especialistas, professores e professoras de alemão sobre como produzir, avaliar e eventualmente adaptar material didático para cada contexto específico.

O evento será presencial, a participação é gratuita e os participantes com inscrição terão direito a certificado.

Mais informações sobre horários, salas e programação em anexo aqui.

Inscrições pelo site do Centro Austríaco até 21 de outubro: formulário de inscrição.

Exposição “O Rinoceronte: Cinco Séculos de Gravuras do Museu Albertina”

A exposição apresenta gravuras provenientes do maior acervo de desenhos e gravuras do mundo, o museu The ALBERTINA de Viena, localizado em um palácio de estilo neoclássico no centro da cidade, antigo palácio da família Habsburgo. Fundada em 1776, a Albertina, como é chamada pelos austríacos, conta com mais de um milhão de obras gráficas. A exposição “O Rinoceronte: Cinco Séculos de Gravuras do Museu Albertina”, em exposição no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, apresenta 154 gravuras provenientes da instituição austríaca. A mostra se organiza em uma narrativa linear, partindo do Renascimento até a era da arte contemporânea. A mostra conta a história da arte ocidental entre o período de 1466 e 1991.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

A famosa xilogravura que dá nome à exposição, “Rinoceronte”, do alemão Albrecht Dürer, é uma das obras em exposição. Xilogravura é o tipo de  gravura que utiliza uma matriz de madeira. A obra de Dürer, de traços precisos e gigantesco valor para os historiadores da arte, foi produzida através de relatos que o gravador alemão recebeu de comerciantes de Lisboa. Ou seja, Dürer nunca tinha visto tal animal na vida, o que torna seu trabalho ainda mais impressionante devido a semelhança da gravura com o animal.

Albrechet Dürer,O Rinoceronte [Das Rhinozeros], 1515. Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Devido a grande importância das obras transportadas da Áustria para o Brasil, nenhum dos artistas teve todos os trabalhos alocados em um mesmo voo – já que a perda dessas obras seria um enorme prejuízo para o patrimônio da humanidade.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

As primeiras gravuras surgiram na China no século II, chegando à Europa apenas no século XV. Essas gravações não são sinônimo de desenhos, a geração de uma imagem a partir de uma matriz pode usar diversas técnicas como xilogravura, calcogravura, litogravura, água-forte ou serigrafia. Já que essas gravuras possuem matriz, elas não são obras exclusivas, pois uma mesma matriz pode gerar diversas obras de arte. Essa característica fez com que as gravuras fossem obras que circulassem de maneira rápida entre os países, mas que também fossem menos valorizadas.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

A mostra no Instituto Tomie Ohtake mostra também uma série de gravuras de grandes artistas austríacos, como Oskar Kokoschka, Gustav Klimt e Egon Schiele. A obra deste último possui poucas gravuras, mas algumas delas fazem parte da exposição. Na gravura abaixo, “De Cócoras” (1914), o artista tenta desvendar a psicologia das massas, ignorando tudo o que é superficial.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Confira abaixo mais algumas imagens de obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Gustav Klimt.
Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’
Oskar Kokoschka, Apanhadora de algodão [Baumwollpflückerin], 1908. Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Conversa com a autora Melanie Laibl já está disponível no YouTube do Centro Austríaco

Já está disponível no YouTube do Centro Austríaco a conversa “Kinderliteratur: Lust auf Sprache wecken”, com Melanie Laibl. Durante a conversa, a autora austríaca de livros infantis nos conta como combinar imaginação e conhecimento de forma a despertar o interesse das crianças em aprender alemão e conhecer o mundo. Ela também fala sobre seu trabalho como escritora. Seus contos de linguagem lúdica já receberam diversos prêmios, incluindo o Prêmio de Literatura Infantil da Cidade de Viena e o Prêmio do Livro de Ciências na categoria Conhecimento Júnior. É possível ver mais informações sobre a autora e seus contos em seu site clicando aqui.