A exposição apresenta gravuras provenientes do maior acervo de desenhos e gravuras do mundo, o museu The ALBERTINA de Viena, localizado em um palácio de estilo neoclássico no centro da cidade, antigo palácio da família Habsburgo. Fundada em 1776, a Albertina, como é chamada pelos austríacos, conta com mais de um milhão de obras gráficas. A exposição “O Rinoceronte: Cinco Séculos de Gravuras do Museu Albertina”, em exposição no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, apresenta 154 gravuras provenientes da instituição austríaca. A mostra se organiza em uma narrativa linear, partindo do Renascimento até a era da arte contemporânea. A mostra conta a história da arte ocidental entre o período de 1466 e 1991.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

A famosa xilogravura que dá nome à exposição, “Rinoceronte”, do alemão Albrecht Dürer, é uma das obras em exposição. Xilogravura é o tipo de  gravura que utiliza uma matriz de madeira. A obra de Dürer, de traços precisos e gigantesco valor para os historiadores da arte, foi produzida através de relatos que o gravador alemão recebeu de comerciantes de Lisboa. Ou seja, Dürer nunca tinha visto tal animal na vida, o que torna seu trabalho ainda mais impressionante devido a semelhança da gravura com o animal.

Albrechet Dürer,O Rinoceronte [Das Rhinozeros], 1515. Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Devido a grande importância das obras transportadas da Áustria para o Brasil, nenhum dos artistas teve todos os trabalhos alocados em um mesmo voo – já que a perda dessas obras seria um enorme prejuízo para o patrimônio da humanidade.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

As primeiras gravuras surgiram na China no século II, chegando à Europa apenas no século XV. Essas gravações não são sinônimo de desenhos, a geração de uma imagem a partir de uma matriz pode usar diversas técnicas como xilogravura, calcogravura, litogravura, água-forte ou serigrafia. Já que essas gravuras possuem matriz, elas não são obras exclusivas, pois uma mesma matriz pode gerar diversas obras de arte. Essa característica fez com que as gravuras fossem obras que circulassem de maneira rápida entre os países, mas que também fossem menos valorizadas.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

A mostra no Instituto Tomie Ohtake mostra também uma série de gravuras de grandes artistas austríacos, como Oskar Kokoschka, Gustav Klimt e Egon Schiele. A obra deste último possui poucas gravuras, mas algumas delas fazem parte da exposição. Na gravura abaixo, “De Cócoras” (1914), o artista tenta desvendar a psicologia das massas, ignorando tudo o que é superficial.

Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Confira abaixo mais algumas imagens de obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

Gustav Klimt.
Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’
Oskar Kokoschka, Apanhadora de algodão [Baumwollpflückerin], 1908. Obras da exposição ‘O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina.’

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