A cidade de Viena tem mais de 100 museus que ajudam a recompor, reconstruir e relembrar a sua história e a daqueles que contribuíram para fazê-la acontecer. Um dos mais antigos e visitados é o Museu de História da Arte (Kunsthistorisches Museum) que foi inaugurado em 1891. Outro, muito conhecido, é o Museu Albertina ou Casa Albertina, que integra, na sua exposição, obras não apenas de artistas vienenses como também de toda a Europa como, por exemplo,  Monet, Renoir, Cézanne, Matisse, Miró e Picasso. Um museu muito importante para as obras do modernismo é o Museu de Arte Moderna de Viena, conhecido como Mumok. Fundado em 1962, contém mais de 10 mil peças da era do modernismo não apenas vienense como também da Europa Central. 

Além dos museus que expõem obras de grandes artistas, outros tipos de espaços são buscados por turistas e valorizados pelos locais. Estamos falando do Museu de Sigmund Freud e do Museu de Viktor Frankl. 

Museu Sigmund Freud, em Viena. Foto: C.Stadler/Bwag

Personalidades vienenses conhecidas, ambos atuaram como neurologistas e viveram épocas de grande conflito na capital da Áustria. Tanto Sigmund Freud (1856-1939) como Viktor Frankl (1905-1997), viveram na época dominada pelo nazismo. Pelo anexamento da Áustria à Alemanha e por ser judeu nesse contexto, Freud, no seu último ano de vida, ficou exilado em Londres onde morreu em 1939. Já Viktor Frankl, também judeu, foi enviado junto com a sua família a alguns campos de concentração a partir de 1942. Nesse período, toda a sua família morreu, somente ele não. Muito observador durante o tempo que passou nos campos de concentração, Viktor Frankl criou uma das suas mais famosas obras intitulada “Em busca de sentido”. Observou que pessoas concentradas nos campos no período do Holocausto, que conseguiam atribuir algum sentido à vida, foram capazes de atravessar aquele momento de maneira mais significativa. Tanto Freud como Frankl foram homenageados com museus na Áustria. 

Sala de espera do consultório de Sigmund Freud, em Viena. Foto: C.Stadler/Bwag

O Museu de Freud fica no seu antigo consultório, localizado na Rua Berggasse número 19, onde atendeu seus pacientes por 47 anos. Foi fundado em 1971 e expandido em 2020. Nele são exibidos os quartos da sua família, os lugares onde ele e a sua filha mais nova, Anna Freud, atuavam e atendiam os seus pacientes, a sua biblioteca particular, objetos pessoais, manuscritos históricos e fotografias. O museu normalmente funciona de quarta-feira a domingo, das 10h às 17h. No entanto, no verão, ele abre na segunda-feira também. A exibição é comentada não apenas em alemão ou inglês como também em francês, italiano, espanhol, turco, croata e português, através do escaneamento de um QR code disponibilizado no local. Já o Museu de Viktor Frankl foi inaugurado no dia 26 de março de 2015,  data em que foi comemorado seu 110º aniversário. Ele está localizado na rua Mariannengasse 1/13, 1090 e abre na segunda, quarta e sexta-feira, das 09h às 13h. Lá, pode-se conhecer a vida e obra do neurologista e fundador da logoterapia, corrente da psicologia que estuda e se debruça sobre o sentido da vida. Esse local abrigava a III Escola de Psicoterapia de Viena e é uma iniciativa do Centro Vienense Viktor Frankl.

Ferdinand Schmutzer, Sigmund Freud, 1926.  Ruth Bohunovsky, CC BY-SA, https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/

Acesse os sites oficiais do Museu de Sigmund Freud e do Museu de Viktor Frankl para saber mais.

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